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SENADO

Cláudio Castro alega dor nas costas e falta à CPI do Crime Organizado

Ex-governador do Rio de Janeiro afirmou que "lombalgia aguda" o impediu de viajar a Brasília e de comparecer à comissão, que ouviria seu depoimento antes da leitura do relatório final da CPI do Crime Organizado.

Congresso em Foco

14/4/2026 | Atualizado às 8:48

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O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) afirmou que um quadro de lombalgia aguda (dor intensa e repentina na região inferior das costas) o impediu de viajar a Brasília e participar de oitiva da CPI do Crime Organizado, que estava marcada para esta terça-feira (14). Segundo nota divulgada por sua assessoria, ele foi orientado a suspender viagens e atividades presenciais após apresentar "dores intensas na região lombar".

A ausência ocorre em um momento decisivo para a comissão. O depoimento de Castro estava previsto para a mesma sessão em que o relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), faria a leitura do relatório final da CPI, última etapa antes da votação do documento pelo colegiado.

Cláudio Castro afirma que dores nas costas o impediram de viajar a Brasília para prestar depoimento à CPI do Crime Organizado.

Cláudio Castro afirma que dores nas costas o impediram de viajar a Brasília para prestar depoimento à CPI do Crime Organizado.Joedson Alves/Agência Brasil

A expectativa dos integrantes da comissão era ouvir Castro justamente antes da apresentação das conclusões finais da investigação. Autor do requerimento de convocação, Alessandro Vieira sustenta que o ex-governador poderia oferecer um "panorama macro estratégico" sobre a atuação do crime organizado no Rio de Janeiro, Estado tratado pelo relator como um dos principais centros de expansão e sofisticação dessas organizações no país.

A falta chama atenção também pelo contexto político. Enquanto se ausenta da CPI, Cláudio Castro tem defendido uma intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro, hipótese que aparece citada no relatório final apresentado por Alessandro Vieira como uma possibilidade diante do avanço das facções, da infiltração do crime nas estruturas do Estado e da deterioração do controle territorial em áreas do estado.

Na justificativa enviada à CPI, a assessoria de Castro informou que ele encaminharia laudo médico ao Senado para formalizar a ausência. A comissão deverá votar ainda nesta terça-feira o parecer do relator, que reúne pedidos de indiciamento e propostas legislativas e administrativas para o enfrentamento do crime organizado. Entre os alvos dos pedidos de indiciamento estão os ministros do STF Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Cláudio Castro renunciou ao mandato em 23 de março, um dia antes da conclusão do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral que o tornou inelegível devido à prática de abuso de poder político e econômico, condutas vedadas e captação ilícita de recursos nas eleições de 2022. Ele é pré-candidato a senador.

Veja a íntegra da nota divulgada pela assessoria de Cláudio Castro:

"O ex-governador Cláudio Castro foi diagnosticado, na manhã desta segunda-feira (13/04), com um quadro de lombalgia aguda, apresentando dores intensas na região lombar, o que motivou orientação médica expressa para suspender viagens e atividades presenciais neste momento. Por esse motivo, ele não poderá comparecer à oitiva da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, prevista para terça-feira (14/04), em Brasília.

Em respeito aos membros da Comissão e ao trabalho conduzido pelo Senado Federal, o governador vai encaminhar seu laudo médico, formalizando a justificativa de ausência."

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