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CÂMARA DOS DEPUTADOS
Congresso em Foco
15/4/2026 17:51
Durante debate promovido pelo Congresso em Foco na terça-feira (14) sobre a PEC que trata do fim da escala de trabalho 6x1, realizado em parceria com a Frente Parlamentar do Empreendedorismo, o deputado Bibo Nunes (PL-RS), 1º vice-líder do PL, criticou tanto a proposta quanto o projeto de lei paralelo apresentado pelo governo. Segundo o parlamentar, a iniciativa do Executivo foi um ato de "deboche".
Além de discordar do conteúdo da proposta, Bibo criticou a decisão do governo de encaminhar o texto com urgência constitucional, que impõe o prazo de 45 dias para votação em Plenário. "Nós não vamos permitir que passe essa seis por um, ainda mais em ritmo de urgência. Isso é um deboche e eu não vou admitir", declarou.
Com a iniciativa do governo, o fim da escala 6x1 passa a ser discutido na Câmara em dois textos paralelos: a PEC que já tramitava na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), reunindo propostas da deputada Erika Hilton (Psol-SP) e do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), e o projeto do Executivo, com rito a ser definido pela Mesa Diretora, com menores requisitos de aprovação..
Ao comentar a PEC, Bibo Nunes afirmou que a proposta reflete falta de experiência da autora em relação ao ambiente de negócios no país. "Essa ideia de [fim da escala] 6x1, eu sou frontalmente contrário. Combato, cito e não admito. Como é que conseguem estar discutindo um absurdo desses? Proposto por uma parlamentar que nunca assinou uma carteira de trabalho para ninguém", disse.
Na avaliação do vice-líder do PL, os grupos favoráveis defendem uma proposta irreal. "O que eles querem agora é ganhar a mesma coisa trabalhando menos. Isso não existe. Não existe essa matemática. É fácil dizer no linguajar popular que não tem almoço grátis. E é isso que eles querem. (...) Como é que o país vai sair desse caos que estamos vivendo hoje sem trabalho? Qual é a fórmula?", questionou.
O deputado também ironizou a proposta ao afirmar que "desse governo que está, o ideal é zero por sete: trabalha nada e descansa sete".
Repúdio à urgência
Outros parlamentares também criticaram a decisão do governo de atribuir urgência constitucional ao projeto. Entre eles, o presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo, Joaquim Passarinho (PL-PA). O deputado defendeu a autonomia do Congresso na condução do debate e afirmou preferir a tramitação por meio de PEC, que não depende de apoio direto do Executivo.
Segundo Passarinho, a urgência representou uma "agressão" ao processo legislativo em andamento. "Esse é um tema que a Casa está discutindo de forma democrática, abrindo o debate, porque até então nunca tinha havido debate sobre o assunto", afirmou.
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