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DECLARAÇÃO CONJUNTA

Com Espanha e México, Brasil reforça ajuda a Cuba em meio à crise

Declaração conjunta manifesta preocupação com a crise humanitária na ilha e defende resposta coordenada em conformidade com a Carta da ONU.

Congresso em Foco

19/4/2026 | Atualizado às 10:51

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Brasil, Espanha e México divulgaram nesse sábado (18) uma declaração conjunta em que anunciam a ampliação da ajuda humanitária a Cuba e defendem o respeito à soberania e à integridade territorial da ilha. O posicionamento foi apresentado em meio ao agravamento da crise cubana e ao aumento da pressão dos Estados Unidos sobre Havana. No texto, os três governos manifestam "profunda preocupação com a grave crise humanitária que afeta o povo cubano" e afirmam que vão intensificar uma resposta coordenada para aliviar o sofrimento da população.

Cuba enfrenta nas últimas semanas falta de combustível e apagões frequentes.

Cuba enfrenta nas últimas semanas falta de combustível e apagões frequentes.Paulo Lisboa/Brazil Photo Press/Folhapress

A nota foi divulgada durante o 4º Encontro em Defesa da Democracia, em Barcelona, que reuniu o presidente Lula, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, e o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez. O documento associa a posição dos três países à defesa do multilateralismo e da solução pacífica de controvérsias, em um momento de tensão crescente em torno de Cuba.

Direito internacional

No comunicado, Brasil, Espanha e México afirmam que a situação vivida pelos cubanos é marcada por "circunstâncias dramáticas" e pedem a adoção de medidas que evitem agravar ainda mais as condições de vida da população. Os três governos também ressaltam que qualquer saída para a crise deve respeitar "o direito internacional e os princípios da integridade territorial, da igualdade soberana e da solução pacífica de controvérsias, consagrados na Carta das Nações Unidas".

A declaração não cita diretamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mas foi divulgada após falas recentes do republicano e notícias de que o Pentágono estuda cenários para uma eventual intervenção militar em Cuba. Nesse contexto, os signatários fazem um apelo por "um diálogo sincero, respeitoso e em conformidade com o direito internacional", com o objetivo de construir "uma solução duradoura para a situação atual" e garantir que "o próprio povo cubano decida seu futuro em total liberdade".

Falta de combustíveis e apagões frequentes

O posicionamento conjunto também se insere em um cenário de deterioração das condições internas da ilha. Cuba enfrenta nas últimas semanas falta de combustível e apagões frequentes, inclusive com impacto sobre serviços essenciais, como hospitais. O quadro se agravou após o corte no fornecimento de petróleo imposto por Washington em janeiro, embora uma liberação pontual no fim de março tenha permitido a chegada de um navio russo com combustível sem resolver a escassez.

Além da crise energética, autoridades cubanas acusam os Estados Unidos de tentar desmontar acordos de cooperação médica que ajudam a sustentar a economia local. Também nesse sábado, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou que a ilha não "aspira à guerra", mas tem "a responsabilidade de se defender" diante da hipótese de uma ação militar americana. Cuba havia anunciado em 13 de março o início de um diálogo com os EUA, ainda descrito por Havana como inicial e distante de um acordo.

Veja a íntegra da nota:

"À luz da evolução da situação em Cuba e das circunstâncias dramáticas enfrentadas pelo povo cubano, os governos de Brasil, Espanha e México:

Expressam sua profunda preocupação com a grave crise humanitária que afeta o povo cubano e instam para que sejam tomadas as medidas necessárias para aliviar essa situação e prevenir ações que agravem as condições de vida da população ou contrárias ao direito internacional. Comprometem-se a intensificar a resposta humanitária coordenada, visando a aliviar o sofrimento do povo cubano.

Reiteram a necessidade de respeitar, em todos os momentos, o direito internacional e os princípios da integridade territorial, da igualdade soberana e da solução pacífica de controvérsias, consagrados na Carta das Nações Unidas.

Reafirmam seu compromisso inabalável com os direitos humanos, os valores democráticos e o multilateralismo e, nesse contexto, fazem um chamado a um diálogo sincero, respeitoso e em conformidade com o direito internacional e com os princípios da Carta das Nações Unidas. Seu objetivo deve ser encontrar uma solução duradoura para a situação atual, a fim de criar as condições para que o próprio povo cubano decida seu futuro em total liberdade."

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