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SENADO
Congresso em Foco
29/4/2026 | Atualizado às 20:17
A rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, à vaga deixada por Luís Roberto Barroso no STF foi imediatamente recebida com celebração por parlamentares da oposição. Após a abertura dos votos no painel, a sessão entrou em tumulto, com gritos de senadores e de deputados presentes que comemoravam o resultado.
Messias recebeu 34 votos favoráveis e 42 contrários à sua indicação, sendo assim o primeiro candidato ao STF rejeitado na história da Nova República. Também é o sexto na história do país a não obter sucesso para a vaga, todos os outros cinco indicados em 1894 pelo então presidente Floriano Peixoto.
Confira o momento:
Jorge Messias enfrentou dificuldades desde a sua escolha pelo presidente Lula, em novembro de 2025. Ele enfrentou resistência do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que estava entre os diversos senadores favoráveis à indicação de Rodrigo Pacheco (PSB-MG). O impasse levou o governo a segurar o envio da mensagem com a indicação oficial, buscando assim ganhar tempo para negociar apoio.
A indicação ficou retida por meses, chegando ao Senado apenas no início de abril deste ano. O governo apostou que a qualificação técnica de Messias, com passagem por diversos órgãos públicos e títulos acadêmicos, bem como seu perfil evangélico, pudessem amansar a oposição. O candidato chegou a receber apoio de ministros do STF, inclusive de André Mendonça, escolhido por Jair Bolsoraro.
Na CCJ, Messias enfrentou uma sabatina média para os parâmetros da última década, com cerca de oito horas de duração. O placar, porém, foi apertado, ultrapassando o recorde de rejeição alcançado anteriormente por Flávio Dino.
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