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Defesa de Daniel Vorcaro entrega proposta de delação à Polícia Federal

Para que o acordo seja aceito, banqueiro precisa apontar pessoas que estiveram acima dele na hierarquia da organização criminosa.

Congresso em Foco

6/5/2026 | Atualizado às 13:59

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A defesa do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, entregou à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República (PGR) a proposta de delação premiada sobre as fraudes bilionárias da instituição financeira. As autoridades agora analisam as informações apresentadas pelo banqueiro, a fim de determinar se há provas suficientes para sustentar o acordo.

Com o estudo minucioso dos documentos, Vorcaro pode ser convocado para prestar depoimento. Somente após a conclusão da análise, a proposta será entregue ao ministro André Mendonça, relator da ação no STF.

Para que o pedido de delação seja aceito, é necessário que a análise aponte para pessoas que estariam acima dele no esquema criminoso. Mendonça avaliará a presença de inconsistências e irregularidades, além de confirmar se todos os requisitos legais, previstos na Lei da Organização Criminosa (12.850/2013), estão assegurados.

Banqueiro é investigado por fraudes bilionárias ao sistema financeiro.

Banqueiro é investigado por fraudes bilionárias ao sistema financeiro. Rubens Cavallari/Folhapress

Negociação

Vorcaro estava preso preventivamente desde o início de março na Penitenciária Federal de Brasília, unidade de segurança máxima onde as conversas de detentos com os advogados estavam sendo monitoradas. O banqueiro foi transferido para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde permanece desde 19 de março.

A transferência ocorreu a pedido da defesa, sob argumento de que seus advogados precisavam falar a sós com o cliente a respeito das negociações para a construção de um acordo de delação. Desde então, o corpo jurídico tem mediado a negociação de termos entre as autoridades e Vorcaro.

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De acordo com as investigações, as práticas ligadas ao Banco Master teriam provocado um déficit de até R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), responsável por ressarcir investidores e correntistas em casos de quebra de instituições financeiras.

Não é a primeira vez que o banqueiro é preso no curso da investigação do caso Master. Em novembro, o dono do Master foi detido pela PF, mas obteve o direito de responder em liberdade, mediante o uso de tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares. A nova prisão foi fundamentada em elementos colhidos na própria investigação.

Mensagens encontradas no celular de Vorcaro, apreendido na primeira fase da Operação Compliance Zero, teriam indicado que o empresário determinou a um interlocutor que prestava serviços ao banqueiro que agredisse o colunista Lauro Jardim e ameaçou "moer" uma empregada.

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