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Crime organizado
Congresso em Foco
29/5/2026 18:44
A decisão dos Estados Unidos de classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras abriu uma nova frente de desgaste político para o presidente Lula. Nesta sexta-feira (29), a medida foi criticada pelo petista, que apontou risco à soberania nacional e rejeitou a ideia de que o Brasil seja tratado como "republiqueta".
Nas redes, porém, a reação à declaração foi majoritariamente desfavorável ao presidente. Análise feita pelo Congresso em Foco mostra que boa parte do público recebeu a fala como tentativa de relativizar a gravidade das facções criminosas. Termos como "defender facção", "soberania do crime", "nossos criminosos" e críticas ao PT apareceram de forma recorrente.
O argumento mais frequente entre os comentários críticos é o de que o governo Lula não teria autoridade para reclamar da medida americana após anos de avanço do crime organizado no país. Muitos usuários também comemoraram a classificação feita pelos EUA, associando a decisão a uma possível pressão contra lavagem de dinheiro, tráfico e financiamento de grupos criminosos.
Outro eixo forte dos comentários foi eleitoral. Diversas manifestações exaltaram Flávio Bolsonaro e Donald Trump, tratando a decisão americana como vitória política da oposição. Nesse campo, a fala de Lula foi lida menos como defesa institucional do Brasil e mais como incômodo diante de uma ação externa contra PCC e CV.
Há, no entanto, reações favoráveis ao presidente Lula. Usuários defendem que o combate ao crime deve ocorrer por meio de cooperação internacional, inteligência financeira e ação das autoridades brasileiras, sem abrir brecha para intervenção estrangeira. Comentários com "Brasil soberano", críticas à "entrega" do país aos EUA e alertas sobre riscos econômicos e diplomáticos aparecem como contraponto.
A percepção predominante, contudo, foi negativa. Mesmo entre comentários que não entraram no mérito jurídico da classificação, prevalece o tom de ironia, deboche e desconfiança em relação à fala presidencial. A defesa da soberania, argumento central de Lula, teve adesão entre apoiadores, mas não conseguiu se impor diante da leitura de que o presidente estaria reagindo mal a uma medida vista por muitos como dura contra o crime organizado.
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