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Caso Master

Davi Alcolumbre: "Querem usar CPI do Master de palanque eleitoral"

Presidente do Senado diz que órgãos de controle já investigam o caso e acusa parlamentares de tentar transformar o tema em instrumento da disputa eleitoral.

Congresso em Foco

2/6/2026 18:52

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), subiu o tom nesta terça-feira (2) ao rebater as cobranças pela instalação de uma CPI ou CPMI para investigar o caso do Banco Master. Segundo ele, parte dos parlamentares que defendem a criação do colegiado estaria mais interessada em explorar politicamente o tema do que em apurar os fatos.

Alcolumbre afirmou ter sido alvo de críticas de parlamentares de diferentes correntes políticas por não ter lido, durante a sessão conjunta do Congresso realizada em 21 de maio, os requerimentos que pedem a criação de uma comissão sobre o caso. A sessão foi destinada à derrubada de vetos presidenciais que permitiu a liberação de repasses para Estados e municípios durante o período eleitoral.

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Para o senador, as investigações já estão sendo conduzidas pelos órgãos competentes.

"A Polícia Federal, o Ministério Público Federal, a Justiça brasileira, está todo mundo investigando isso. Não sei quem é o culpado, se é o Banco Central do Brasil, se são as pessoas que fizeram errado, se é a Comissão de Valores Mobiliários, mas está todo mundo investigando isso. Querem abrir mais uma CPI para fazer palanque eleitoral. Esse é o nosso problema."

O presidente do Senado disse que a pressão para instalar a comissão não tem como objetivo "passar o Brasil a limpo", mas alimentar a polarização política às vésperas das eleições.

"Estão cobrando do presidente Davi, agredindo, ofendendo e atacando para abrir mais um palanque eleitoral, que não é para mim nem para o Brasil. Ou é para a direita ou é para a esquerda, porque esse negócio está se retroalimentando. Cada um fala para o outro porque está muito cômodo."

Pressão mútua

Tramitam na Mesa Diretora do Congresso Nacional dois pedidos de CPMI do Banco Master: um apoiado pela oposição, de autoria do deputado Carlos Jordy (PL-RJ), e outro com assinaturas de parlamentares do governo, das deputadas Heloísa Helena (Rede-RJ) e Fernanda Melchionna (Psol-RS).

O deputado Linbergh Farias (PT-RJ) iniciou na última semana uma nova coleta de assinaturas para outro pedido de sua autoria. O parlamentar também impetrou um mandado de segurança no STF solicitando que seja determinada a leitura dos pedidos.

O regimento interno permite a instalação de uma única comissão com base em múltiplos pedidos com escopo em comum.

Tradicionalmente, os autores dos pedidos de instalação de comissões de inquérito ocupam uma das posições de sua mesa diretora, seja na presidência ou na relatoria. Esse arranjo, porém, não é garantido: o presidente das CPIs é eleito, e qualquer membro titular pode se candidatar fora do acordo.

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