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ELEIÇÕES 2026

TSE decide nesta terça se mantém suspensão de pesquisa da AtlasIntel

A pedido de Flávio Bolsonaro, Nunes Marques suspendeu em caráter liminar pesquisa sobre impacto do caso Dark Horse. AtlasIntel nega indução em levantamento que apontou desgaste eleitoral do senador.

Congresso em Foco

9/6/2026 | Atualizado às 7:51

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O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa nesta terça-feira (9) a decisão do presidente da Corte, ministro Kássio Nunes Marques, que suspendeu a divulgação de uma pesquisa da AtlasIntel sobre os efeitos do caso "Dark Horse" no desempenho eleitoral do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A decisão liminar atendeu parcialmente a um pedido do PL, partido de Flávio. A legenda questionou a metodologia do instituto e alegou que o questionário poderia ter induzido os entrevistados ao associar a intenção de voto a fatos recentes envolvendo o senador.

Presidente do TSE, Nunes Marques suspendeu divulgação da pesquisa em caráter liminar.

Presidente do TSE, Nunes Marques suspendeu divulgação da pesquisa em caráter liminar.Luiz Roberto/Agência TSE

A controvérsia envolve a pesquisa registrada no TSE sob o número BR-06939/2026. O levantamento foi realizado entre 13 e 18 de maio e divulgado no dia 19. A sondagem tratava do impacto eleitoral da divulgação de conversas em que Flávio Bolsonaro pede dinheiro a Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, para financiar o filme "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

"Indução do entrevistado"

Ao suspender a pesquisa, Nunes Marques afirmou ver indícios de "possível utilização do questionário como mecanismo de indução do entrevistado". O ministro determinou ainda que a AtlasIntel retirasse o levantamento de seus canais oficiais e apresentasse, em dois dias, explicações sobre a metodologia.

Na decisão, o presidente do TSE apontou que a sequência de perguntas poderia ultrapassar a aferição neutra da opinião pública e introduzir estímulos capazes de interferir nas respostas sobre intenção de voto e avaliação de imagem do pré-candidato.

Um dos pontos questionados pelo PL foi a inclusão de áudio relacionado às cobranças feitas por Flávio para o financiamento do filme. Nunes Marques destacou que outras 27 pesquisas da Atlas registradas no TSE não haviam utilizado recurso semelhante.

Instituto rebate indução

A AtlasIntel nega irregularidades. Em nota, o instituto afirmou que o áudio não foi reproduzido antes da aplicação do questionário principal e que "não houve qualquer tipo de indução aos entrevistados". O CEO da empresa, Andrei Roman, também sustentou que a exibição do material ocorreu apenas depois da coleta das respostas centrais sobre intenção de voto.

O instituto argumenta ainda que pesquisas posteriores, como Quaest e Datafolha, também identificaram desgaste eleitoral de Flávio Bolsonaro após a repercussão do caso, o que reforçaria, segundo a Atlas, que o resultado não decorreu da metodologia contestada.

A análise do Plenário é acompanhada de perto por partidos e pré-campanhas. Nos bastidores, o julgamento é visto como um indicativo de como o TSE poderá se posicionar durante o processo eleitoral diante de pesquisas que associem intenção de voto a episódios negativos envolvendo candidatos. O julgamento definirá se a suspensão da pesquisa permanece válida enquanto o mérito da ação é analisado pelo TSE.

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