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Esporte

Romário, Bebeto e Danrlei: relembre quem trocou futebol pela política

Em clima de início da Copa do Mundo, veja ícones da Seleção e de clubes brasileiros que disputaram cargos no Legislativo.

Congresso em Foco

11/6/2026 16:35

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Há quem diga que esporte e política não se misturam, mas o cenário brasileiro reflete uma realidade diferente. Aqui, não é incomum encontrar ex-jogadores de futebol em cargos políticos.

Seja em nível federal ou estadual, a popularidade conquistada em clubes brasileiros e, principalmente, na Seleção, acaba convertida em votos e traz robustez à disputa eleitoral.

No Congresso, talvez o caso mais reconhecido seja do ex-jogador Romário (PL-RJ). Hoje senador da República, o centroavante decisivo na conquista do tetracampeonato pela Seleção Brasileira em 1994 iniciou carreira política como deputado federal em 2011. Após um mandato, foi eleito ao Senado, onde permanece desde 2015.

Romário foi campeão com a Seleção Brasileira em 1994.

Romário foi campeão com a Seleção Brasileira em 1994.Carlos Moura/Agência Senado | Reprodução | Arte Congresso em Foco

Dupla de Romário na Copa de 1994, o ex-jogador Bebeto também ingressou na política. Após encerrar a carreira em campo, o ex-atacante entrou para a vida pública e foi eleito deputado estadual no Rio de Janeiro em 2010. Bebeto foi reeleito em 2014 e 2018, atuando em três mandatos consecutivos na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Bebeto foi campeão do mundo em 1994.

Bebeto foi campeão do mundo em 1994.Reprodução | Alerj | Arte Congresso em Foco

O deputado federal Danrlei de Deus Hinterholz (PSD-RS) é outro exemplo. Ex-goleiro do Grêmio, o parlamentar também está em exercício desde 2011. Apesar de não ter disputado Copas do Mundo, o gremista conquistou medalha de bronze com a Seleção nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996.

Darnlei foi bronze nas Olímpiadas de Atenas em 1996.

Darnlei foi bronze nas Olímpiadas de Atenas em 1996.Reprodução | Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados | Arte Congresso em Foco

Tradição antecede legislatura atual

A interdisciplinalidade entre política e futebol é anterior aos nomes mais recentes. Maior nome do futebol brasileiro, o ex-jogador Pelé foi ministro do Esporte durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, entre 1995 e 1998.

Embora não tenha exercido cargo no Legislativo, foi responsável pela articulação política que levou à aprovação de um dos marcos regulatórios mais importantes do esporte brasileiro.

O projeto de lei 75/1997, enviado pela pasta ao Congresso, se transformou na Lei Pelé (9.615/1998), que reorganizou a relação entre clubes, atletas e o sistema esportivo no país.

Na época, o ex-jogador chegou a afirmar que a sanção do projeto de lei havia sido "o gol mais bonito de sua vida". A aprovação ocorreu por unanimidade tanto na Câmara quanto no Senado e teve 17 artigos vetados pelo então presidente.

Presidente sanciona Lei Pelé, que regulamenta futebol.

Presidente sanciona Lei Pelé, que regulamenta futebol.Reprodução/O ESTADO DE S. PAULO: edição de 25 de Março de 1998

Vasco, Botafogo e Corinthians

Entre os ex-jogadores que migraram para a política, Roberto Dinamite ocupa lugar de destaque. Maior ídolo da história do Vasco, ele não se limitou a transformar fama esportiva em votos ocasionais.

Dinamite entrou para a política em 1992, quando foi eleito vereador do Rio de Janeiro. Dois anos depois chegou à Alerj, onde construiu uma trajetória duradoura como deputado estadual, com sucessivas reeleições em 1998, 2002, 2006 e 2010.

Já Túlio Maravilha foi eleito vereador da Câmara Municipal de Goiânia, capital de Goiás, em 2008. Reconhecido por sua atuação como atacante do Botafogo, ele foi vice-campeão na Copa América de 1995 com a Seleção Brasileira, mas não chegou a disputar Copas do Mundo.

Em 2010, o ex-atacante concorreu a deputado estadual pelo Estado e não conseguiu se eleger, somando cerca de 4.500 votos. No ano seguinte, afastou-se do cargo de vereador e voltou a jogar futebol.

O ex-jogador do Corinthians Marcelinho Carioca também tentou ingressar na vida política, mas não foi eleito. Em 2015, chegou a assumir vaga na Câmara dos Deputados como suplente por São Paulo, no lugar de Márcio França, que se elegeu vice-governador do Estado.

Marcelinho Carioca sofreu seis derrotas consecutivas em eleições para cargos de deputado federal, deputado estadual e vereador em São Paulo. O ex-jogador transitou em diferentes ideologias políticas, tendo passado por cinco partidos, entre eles PT e PSL.

Jogadores que deixaram os gramados para entrar na política.

Jogadores que deixaram os gramados para entrar na política.Reprodução | Folhapress/Folhapress | Alerj | Arte Congresso em Foco

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