Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Eleições 2026

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosRadarEleições 2026
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. Divórcio póstumo: entenda projeto em discussão na Câmara dos Deputados

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

Feminicídio

Divórcio póstumo: entenda projeto em discussão na Câmara dos Deputados

Texto garante mudança de estado civil em certidão de óbito de vítimas de feminicídio que manifestaram interesse pela separação.

Congresso em Foco

14/6/2026 17:00

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

Tramita na Câmara dos Deputados uma proposta que busca permitir a homologação judicial ou a lavratura de escritura pública extrajudicial de divórcio ou separação judicial após a morte da mulher vítima de feminicídio. O "divórcio póstumo" está previsto no projeto de lei 1.753/2025, de autoria do deputado Dimas Fabiano (PP-MG).

O texto promove uma mudança no Código Civil para assegurar que, nos casos em que a vítima já tenha manifestado em vida a intenção de encerrar o casamento, seu estado civil possa ser alterado na certidão de óbito. No lugar de "casada", passaria a constar como "divorciada" ou "separada judicialmente".

Segundo o autor, a proposta parte de um problema que, embora jurídico, carrega forte dimensão simbólica, social e humana. Em muitos casos de feminicídio, a mulher já havia se afastado do agressor, protocolado pedido de divórcio ou formalizado a vontade de romper o vínculo conjugal, mas acaba assassinada antes de a Justiça ou o cartório concluir o procedimento.

Proposta garante divórcio à vítima de feminicídio.

Proposta garante divórcio à vítima de feminicídio.Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Com isso, o registro oficial de sua morte ainda a identifica como casada justamente com o homem apontado como seu agressor ou autor do crime. Na justificativa do projeto, o deputado afirmou que essa situação representa "profunda injustiça simbólica" e afronta à memória, à autonomia e à dignidade da vítima.

"Trata-se de um avanço civilizatório na proteção dos direitos da mulher, mesmo após sua morte, com reflexos importantes na memória social, nos registros civis e nos direitos sucessórios."

Um dos requisitos é a comprovação da existência de violência doméstica e familiar contra a mulher. Ou seja, não basta ter havido pedido de divórcio ou separação. A proposta exige também a demonstração de que o caso se insere em um contexto de violência que culminou no feminicídio.

O outro critério é a existência da vontade da vítima em pedir o divórcio ou separação por meio de documentos comprobatórios. Assim, a alteração de estado civil é condicionada à iniciativa da mulher de iniciar o processo antes de sua morte.

Tramitação

A matéria foi aprovada na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na última quarta-feira (10), com parecer da deputada Juliana Cardoso (PT-SP). Para a parlamentar, o texto traz "dignidade póstuma" à vítima de feminicídio.

"Pensando na memória da vítima, o seu atestado de óbito deve expressar a verdade da sua última vontade, a saber, romper com o relacionamento que acabou acarretando seu assassinato. Por essa razão, a alteração legal proposta representa um avanço civilizatório importante na proteção dos direitos da mulher, mesmo após sua morte, com reflexos importantes na memória social, nos registros civis e nos direitos sucessórios."

Em tramitação conclusiva, o projeto de lei segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, que deverá verificar se há constitucionalidade, legalidade e adequação regimental. Se aprovada, a proposta vai ao Senado.

Leia a íntegra do projeto.

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

divórcio estado civil feminicídios câmara dos deputados

Temas

Congresso

LEIA MAIS

Câmara dos Deputados

Benedita da Silva propõe blindar Pix contra pressões externas

Segurança pública

Alessandro Vieira apresenta pacote para endurecer combate ao crime

Senado

Saiba como avança a indenização a policiais e bombeiros da pandemia

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES