Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Eleições 2026

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosRadarEleições 2026
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. Moraes: "Não é função de deputado brasileiro fazer lobby no exterior"

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

STF

Moraes sobre Eduardo: "Não é função de deputado brasileiro fazer lobby no exterior"

Ministro do STF afastou preliminares apresentadas pela defesa de que as ações de Eduardo estariam protegidas pela imunidade parlamentar.

Congresso em Foco

16/6/2026 16:02

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

Durante o julgamento da ação penal contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que a atuação do parlamentar no exterior, apontada pela acusação, não está protegida pela imunidade parlamentar prevista na Constituição.

Ao analisar uma das preliminares levantadas pela defesa, Moraes foi direto ao afirmar que não cabe a um deputado federal "fazer lobby" contra interesses do próprio país. O ministro destacou ainda que, durante o período citado na ação penal, Eduardo estava licenciado.

A imunidade parlamentar garante a deputados e senadores proteção por opiniões, palavras e votos no exercício do mandato. No entanto, segundo o entendimento do ministro, essa proteção não se estende a ações externas que possam ser interpretadas como tentativa de pressionar instituições nacionais.

O ministro descartou ainda a preliminar de que, agora residente nos Estados Unidos, o ex-deputado não poderia ter sido notificado por edital. Na avaliação de Moraes, se Eduardo não mudou o domicílio declarado, ainda cabe aplicação da notificação.

"Até a data de hoje, no julgamento, em momento algum, nem o próprio réu disse que mudou o seu domicílio, que o seu domicílio é os Estados Unidos. Ele só disse que não volta para o Brasil, com medo de responder pelos crimes que praticou."

Moraes citou ainda publicações nas redes sociais do ex-parlamentar, em que demonstra conhecer a ação penal. O ministro afirmou que "processo penal não é palhaçada".

Julgamento

A ação penal tem origem em denúncia apresentada pela PGR em novembro de 2025. O Ministério Público afirma que Eduardo atuou politicamente nos Estados Unidos ao longo do primeiro semestre para articular sanções contra o Brasil e contra ministros do STF, com o objetivo de interromper o julgamento de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a acusação, Eduardo tentou influenciar a Casa Branca pela suspensão de vistos de ministros brasileiros e familiares, por sanções econômicas contra o país articuladas junto a congressistas norte-americanos e pela inclusão do nome de Alexandre de Moraes na lista de sanções da Lei Magnitsky, que prevê punições financeiras a autoridades estrangeiras.

A tensão diplomática com os Estados Unidos não impediu a condenação de seu pai, em setembro, a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado de Direito, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e organização criminosa.

Ausência em juízo

Sem advogado constituído nos autos, Eduardo Bolsonaro é representado pela Defensoria Pública da União. O ex-parlamentar não compareceu ao interrogatório realizado no mês passado. Desde fevereiro de 2025, Eduardo reside nos Estados Unidos. O depoimento estava previsto para ocorrer por videoconferência.

Durante o julgamento, os ministros decidirão pela absolvição ou condenação do ex-deputado. Caso seja condenado, a pena para o crime de coação no curso do processo varia de um a quatro anos de prisão, além de multa. Atualmente, a 1ª Turma é formada por Alexandre de Moraes, relator da ação, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

A decisão também pode impactar no cenário político. Eduardo Bolsonaro é pré-candidato à suplência do Senado em uma chapa para as eleições deste ano. Uma eventual condenação, com enquadramento na Lei da Ficha Limpa, pode torná-lo inelegível e impedir sua participação no pleito.

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

Eduardo Bolsonaro Alexandre de Moraes STF

Temas

Judiciário

LEIA MAIS

STF

Moraes e Dino negam prejuízo a Eduardo por vaga aberta na 1ª Turma

JUDICIÁRIO

Moraes nega pedido de Flávio por depoimento de Lula sobre Venezuela

Judiciário

Moraes pede explicações após apreensão de arma de Bolsonaro em blitz

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES