Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Eleições 2026

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosRadarEleições 2026
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. Senado aprova blindagem orçamentária para agências reguladoras

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

ORÇAMENTO DA UNIÃO

Senado aprova blindagem orçamentária para agências reguladoras

Proposta aprovada em Plenário retira gastos de 12 agências do alcance de contingenciamentos do governo federal. Texto segue agora para a Câmara dos Deputados.

Congresso em Foco

17/6/2026 7:57

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

O Senado aprovou nesta terça-feira (16) um projeto de lei complementar que proíbe o governo federal de bloquear recursos destinados ao funcionamento de 12 agências reguladoras federais. A proposta busca blindar esses órgãos de cortes orçamentários que possam comprometer atividades de fiscalização, regulação e controle em setores considerados estratégicos para a economia.

Foram 51 votos favoráveis e 17 contrários. Por se tratar de projeto de lei complementar, eram necessários ao menos 41 votos para a aprovação. O texto segue agora para análise da Câmara dos Deputados.

Projeto proíbe agências reguladoras, como a Aneel, de ter recursos orçamentários bloqueados pela União.

Projeto proíbe agências reguladoras, como a Aneel, de ter recursos orçamentários bloqueados pela União.Divulgação

O projeto de lei complementar (PLP) 73/2025, de autoria do senador Laércio Oliveira (PP-SE), altera a Lei de Responsabilidade Fiscal para incluir as despesas das agências reguladoras federais no rol de gastos que não podem ser submetidos à limitação de empenho e movimentação financeira, mecanismo usado pelo governo para conter despesas e cumprir a meta fiscal.

Veja a íntegra do texto aprovado.

A medida alcança agências responsáveis pela regulação e fiscalização de áreas como energia elétrica, petróleo, vigilância sanitária, telecomunicações, águas, transportes terrestres e aquaviários, aviação civil, cinema, mineração, saúde suplementar e proteção de dados.

Horas antes de ser aprovado em plenário, o texto passou pela Comissão de Infraestrutura (CI). O relator, senador Marcos Rogério (PL-RO), defendeu que a autonomia das agências reguladoras fica comprometida quando o Executivo pode limitar a execução orçamentária desses órgãos.

Independência técnica

Segundo ele, embora a legislação assegure independência técnica e decisória às agências, essa autonomia perde efeito prático se os órgãos não dispõem de recursos para exercer suas funções. O parlamentar afirmou que os contingenciamentos contrariam o espírito da Lei Geral das Agências Reguladoras.

"Agência reguladora não é braço do governo de plantão, é órgão de Estado. Mas há uma contradição: garante-se a autonomia, mas o Orçamento pode negá-la. Sem recursos, essa autonomia deixa de existir na prática", disse Marcos Rogério.

De acordo com o relator, o governo federal prevê, neste ano, a limitação de empenho e movimentação de R$ 1,6 bilhão em despesas das agências reguladoras até dezembro, conforme o Decreto 12.990, de 29 de maio de 2026.

O parecer aprovado sustenta que a redução abrupta de recursos pode afetar fiscalizações, inspeções, sistemas tecnológicos, análise de processos e outras atividades indispensáveis ao funcionamento das agências. O relator também argumentou que a interrupção dessas funções pode gerar custos maiores no futuro, com acúmulo de passivos administrativos, atraso em decisões e aumento de litígios.

Versão ampliada

A versão aprovada no Senado ampliou o alcance do projeto original. Inicialmente, a proposta protegia apenas despesas ligadas às atividades-fim das agências, desde que custeadas com receitas próprias, taxas de fiscalização ou fundos específicos. A Comissão de Infraestrutura aprovou emenda de Marcos Rogério para retirar essa limitação e proteger as despesas relativas às atividades das agências como um todo, sem restringir a regra a uma fonte específica de custeio.

Para o relator, a mudança evita controvérsias sobre a separação entre atividades-meio e atividades-fim, já que a atuação regulatória depende de estrutura administrativa, tecnológica, jurídica, logística e operacional.

Se aprovado também pela Câmara e sancionado, o projeto só entrará em vigor 365 dias após sua publicação.

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

agências reguladoras contingenciamento marcos rogério Senado

Temas

Orçamento Congresso

LEIA MAIS

CÂMARA DOS DEPUTADOS

Governo retira urgência presidencial de projeto do fim da escala 6x1

Caso Master

Davi Alcolumbre nega repasses de Daniel Vorcaro: "jamais recebi"

CÂMARA DOS DEPUTADOS

Leo Prates apresenta parecer de projeto do governo sobre escala 6x1

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES