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OITIVA DOMICILIAR

Bolsonaro fala por cinco minutos em oitiva e mantém versão sobre arma

Ex-presidente prestou esclarecimentos à Polícia Civil sobre arma apreendida em seu nome com militar em Brasília.

Congresso em Foco

23/6/2026 17:25

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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) concluiu nesta terça-feira (23) a coleta do depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro no inquérito que apura a apreensão de uma arma registrada em seu nome. A oitiva foi conduzida pelo delegado Thiago Boeing, da 17ª Delegacia de Polícia, e durou cerca de 40 minutos.

O depoimento havia sido autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, que determinou que o procedimento ocorresse presencialmente na residência do ex-presidente. Na véspera, Moraes também autorizou a ampliação do tempo de reunião entre Bolsonaro e seus advogados para preparação da oitiva.

Depoimento foi realizado às vésperas do fim da prisão domiciliar de Bolsonaro.

Depoimento foi realizado às vésperas do fim da prisão domiciliar de Bolsonaro.Pedro Ladeira/Folhapress

Segundo a defesa, Bolsonaro falou por cinco minutos e manteve no depoimento a versão narrada ao STF, na qual confirmou a propriedade da arma, e que, ao observar a pane no mecanismo interno, solicitou a um dos membros de sua equipe de segurança que verificasse o dano.

A oitiva foi realizada dois dias antes do fim do prazo de permanência do ex-presidente em regime domiciliar. Na quinta-feira (25), Moraes deverá decidir se o mantém em casa durante o cumprimento da pena ou se o transfere de volta para a sala de Estado Maior do 19º Batalhão da PMDF, no Complexo da Papuda.

Arma apreendida

Na noite da última segunda-feira (16), durante a realização de uma blitz em Brasília, a Polícia Militar do Distrito Federal apreendeu uma pistola Glock G17 em posse de um sargento do Exército. A arma estava registrada no sistema da força terrestre como pertencente a Jair Bolsonaro.

A defesa do ex-presidente admitiu ao STF que a arma era dele, e que os seguranças que o acompanhavam em custódia haviam retirado uma peça para que ela ficasse inutilizável, buscando evitar acidentes enquanto Bolsonaro estivesse fazendo o uso de remédios psiquiátricos.

Ao perceber o defeito, Bolsonaro entregou a arma ao militar da sua equipe de segurança, a quem solicitou que levasse ao quartel para reparos e a devolvesse em seguida.

Segundo os advogados, a arma não foi entregue antes à polícia por não haver decisão judicial revogando seu porte, e que uma ordem nesse sentido seria prontamente acatada.

Um inquérito foi instaurado pela PCDF para averiguar a regularidade da posse da arma, bem como dos eventos citados pela defesa.

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