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ELEIÇÕES 2026

A 100 dias da eleição, ao menos 45 deputados miram o Senado

Levantamento mostra que PL concentra o maior número de deputados federais cotados para disputar vaga na Casa; outros quatro parlamentares aparecem como pré-candidatos a governos estaduais. Veja a lista.

Congresso em Foco

26/6/2026 | Atualizado às 15:32

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A 100 dias das eleições, ao menos 45 deputados federais aparecem como pré-candidatos ao Senado, em um movimento que mostra como a disputa por duas vagas por Estado virou prioridade para partidos e lideranças nacionais. Para os parlamentares, a corrida representa a chance de ampliar peso político, conquistar um mandato de oito anos e escapar da disputa mais pulverizada pela Câmara.

Além dos 45 deputados que miram o Senado, outros quatro aparecem como pré-candidatos a governos estaduais. O levantamento do Congresso em Foco considera apenas deputados no exercício do mandato e autodeclarados ou apontados como pré-candidatos ao Senado ou ao governo de seus Estados.

O cenário ainda pode mudar. As candidaturas serão definidas nas convenções partidárias, marcadas para ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto. Até lá, partidos podem rever alianças, substituir nomes, acomodar disputas internas ou deslocar pré-candidatos para outras chapas.

Pesquise por nome, UF ou partido; passe a seta para continuar com a lista.

PL lidera corrida ao Senado

O movimento é mais forte no PL, partido que concentra 14 deputados federais cotados para disputar vaga no Senado. Depois do PL, aparecem PP e PT, com cinco deputados cada. MDB e PSD têm quatro deputados cada na lista. Também aparecem deputados de Novo, Rede, Republicanos e União Brasil, com dois nomes cada. Avante, PDT, Podemos, PSB e Solidariedade têm um nome cada.

Neste ano serão renovadas 54 das 81 cadeiras da Casa. O eleitor poderá votar em dois nomes a seu critério, independentemente de integrarem a mesma chapa ou não.

Levantamento aponta deputados que vislumbram assumir mandato de senador em 2027. Convenções partidárias vão definir candidaturas entre julho e agosto.

Levantamento aponta deputados que vislumbram assumir mandato de senador em 2027. Convenções partidárias vão definir candidaturas entre julho e agosto.Pedro França/Agência Senado

Prioridade estratégica

A eleição para o Senado passou a ser tratada como prioridade pelo governo e, sobretudo, pela oposição. Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro traçaram a estratégia de eleger o maior número possível de senadores para tentar formar maioria entre os 81 integrantes da Casa e, com isso, ampliar o controle sobre a pauta legislativa, a presidência do Senado, o andamento de CPIs e eventuais processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal.

Para que um processo avance no Senado, a oposição precisaria reunir maioria. Já uma eventual condenação e perda do cargo exige dois terços da Casa, ou seja, 54 votos. Esse cálculo ajuda a explicar por que deputados considerados puxadores de voto em seus Estados aparecem como pré-candidatos ao Senado neste ano, em uma disputa que pode redefinir a correlação de forças em Brasília a partir de 2027.

Risco calculado

A tentativa de trocar uma Casa do Congresso pela outra envolve risco eleitoral. Segundo levantamentos do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) e do Congresso em Foco feitos à época das duas últimas eleições para o Senado, 21 dos 40 deputados federais que disputaram uma vaga na Casa em 2018 se elegeram, uma taxa de sucesso de 52,5%. Em 2022, quando apenas 27 cadeiras estavam em disputa, sete dos 24 deputados que concorreram ao Senado tiveram êxito, o equivalente a 29,2%.

A comparação com 2026 é mais próxima de 2018, porque naquele ano, assim como agora, estavam em disputa duas vagas por estado. Em 2022, havia apenas uma vaga por unidade da Federação.

Governo estadual atrai quatro deputados

Além da corrida ao Senado, quatro deputados federais aparecem como pré-candidatos a governos estaduais. São eles: Helder Salomão (PT), no Espírito Santo; Sandro Alex (PSD), no Paraná; Luciano Zucco (PL), no Rio Grande do Sul; e Vicentinho Junior (PSDB), no Tocantins.

A movimentação mostra que parte da Câmara tenta disputar cargos majoritários em 2026. O salto para o Senado ou para governos estaduais também pode reorganizar palanques, alterar alianças locais e influenciar a composição das chapas para deputado federal.

Senado vira prêmio político

A corrida de deputados ao Senado ganha peso porque 2026 terá duas vagas em disputa por unidade da Federação. A Casa terá 54 das 81 cadeiras renovadas, o que pode mudar a correlação de forças em temas como indicações ao Supremo Tribunal Federal, CPIs, impeachment, PECs, anistia, segurança pública e pautas de costumes.

Para muitos deputados, disputar o Senado significa buscar maior visibilidade nacional e influência direta em decisões institucionais. Para os partidos, lançar deputados competitivos também pode fortalecer palanques estaduais, puxar votos para chapas majoritárias e ampliar poder de negociação nas alianças. A Casa também é considerada um bom trampolim para quem pretende concorrer a governador no futuro.

Definição final, só nas convenções

O quadro ainda é preliminar. Em vários Estados, as alianças seguem indefinidas, e a composição final das chapas dependerá das convenções partidárias. Até lá, parte dos nomes pode recuar, mudar de cargo ou ser substituída por acordos regionais. Mas o movimento já indica que a disputa pelo Senado será uma das principais batalhas políticas de 2026.

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