Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Eleições 2026

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosEleições 2026RadarPrêmio
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. Hugo Motta repudia tarifaço dos EUA e defende Lei da Reciprocidade

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

Tarifaço

Hugo Motta repudia tarifaço dos EUA e defende Lei da Reciprocidade

Medida dos Estados Unidos é classificada como unilateral, protecionista e prejudicial ao setor produtivo.

Congresso em Foco

17/7/2026 8:17

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), repudiou a decisão do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. Em nota divulgada nesta quinta-feira (16), o deputado defendeu a possibilidade de aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica como resposta à medida.

Segundo Motta, o Parlamento brasileiro apoia a busca de uma solução diplomática para o conflito, mas não aceita que restrições comerciais sejam utilizadas para interferir em decisões internas do país.

"O Parlamento brasileiro apoia o diálogo respeitoso entre nações soberanas, mas discorda do uso de barreiras comerciais como instrumento de ingerência ou pressão política."

A sobretaxa, definida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), deve entrar em vigor em 22 de julho. O percentual de 25% será somado às tarifas que já incidem sobre os produtos brasileiros. Assim, uma mercadoria atualmente sujeita a uma alíquota de 5%, por exemplo, passará a pagar 30% para entrar no mercado americano.

Nota da Presidência da Câmara rejeita uso de tarifas como forma de ingerência sobre o Brasil.

Nota da Presidência da Câmara rejeita uso de tarifas como forma de ingerência sobre o Brasil.Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Impacto sobre empregos

Motta classificou a decisão americana como unilateral e protecionista. Para o presidente da Câmara, a cobrança prejudica a economia brasileira e pode afetar empresas e trabalhadores ligados aos setores exportadores.

"Medidas unilaterais e protecionistas como essas prejudicam a economia, ameaçam empregos e penalizam setores produtivos estratégicos que geram renda e desenvolvimento no país."

O deputado também declarou que não existem razões comerciais ou técnicas que justifiquem a sobretaxa. Segundo ele, a decisão representa uma "agressão ao livre-comércio e à soberania brasileira".

A medida prevê exceções para produtos considerados estratégicos para os Estados Unidos ou cuja oferta interna seja insuficiente. Entre os itens isentos estão aeronaves e componentes aeronáuticos, determinados produtos farmacêuticos, ferro-gusa, alguns pescados e café solúvel sem sabor.

Pedidos apresentados por setores como calçados, máquinas agrícolas, equipamentos elétricos, papel e bens manufaturados, porém, foram rejeitados pelo governo americano.

Leia Mais

Durigan diz que produtor "não ficará na mão" em caso de novo tarifaço

Lei da Reciprocidade

A Lei da Reciprocidade Econômica foi aprovada pelo Congresso e sancionada em abril de 2025. A norma permite que o governo brasileiro adote contramedidas contra países ou blocos econômicos que imponham ações unilaterais capazes de prejudicar a competitividade internacional do Brasil.

Entre as respostas previstas estão a suspensão de concessões comerciais, de investimentos e de obrigações relacionadas a direitos de propriedade intelectual. A adoção das medidas depende de avaliação do Poder Executivo e deve ocorrer em coordenação com o setor privado.

"Contamos com a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso, como instrumento legítimo de defesa dos interesses nacionais", afirmou Motta.

Integrantes do Palácio do Planalto, no entanto, avaliam que a resposta não deve ser imediata, diante do risco de ampliação das sanções americanas.

Leia Mais

Lula quer reciprocidade e culpa família Bolsonaro por tarifa dos EUA

Teresa Leitão culpa Flávio por tarifaço: "trabalha contra o país"

"EUA se incomoda por Brasil não ter se curvado", diz Mauro Vieira

Acompanhamento da Câmara

Motta afirmou que a Câmara acompanhará os efeitos da medida e poderá atuar para proteger empresas, exportadores e trabalhadores brasileiros.

"A Câmara dos Deputados acompanhará de perto os desdobramentos e atuará com responsabilidade e firmeza na defesa dos interesses do país."

Segundo o presidente da Casa, o Brasil deve permanecer unido para proteger o setor produtivo e os empregos ameaçados pelas novas tarifas.

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

EUA tarifaço hugo motta câmara dos deputados

Temas

Mundo

LEIA MAIS

Câmara dos Deputados

Deputado defende emenda que libera discriminação como "opinião"

Tarifaço

Teresa Leitão culpa Flávio por tarifaço: "trabalha contra o país"

Relações exteriores

"EUA se incomoda por Brasil não ter se curvado", diz Mauro Vieira

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES