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SEGURANÇA PÚBLICA

Roubos de celulares apresentaram queda em 2025; veja cidades líderes

Queda foi registrada em 26 Estados; Rio de Janeiro destoou do restante do país e teve alta de 19,4% nas ocorrências.

Congresso em Foco

23/7/2026 | Atualizado às 17:43

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O Fórum Brasileiro de Segurança Pública publicou nesta semana a nova edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, com dados e análises sobre os índices de criminalidade em todos os estados do país ao longo de 2025. O relatório aponta queda expressiva nos roubos de celulares, enquanto os estelionatos mantiveram trajetória de crescimento e permaneceram como o principal crime patrimonial do país.

Os roubos de celulares diminuíram 18,6% em 2025, passando de 377.787 para 308.723 ocorrências. A redução foi registrada em 26 unidades da federação. O Rio de Janeiro foi a única exceção, com alta de 19,4%.

Os furtos de celulares, por outro lado, permaneceram praticamente estáveis, com crescimento de 0,9%, e passaram a representar seis de cada dez aparelhos subtraídos no país.

Entre as 20 cidades com maiores índices de roubo de celular, 14 são capitais estaduais.

Entre as 20 cidades com maiores índices de roubo de celular, 14 são capitais estaduais.Magnific

O anuário apresenta diferentes hipóteses para explicar a redução dos roubos. Uma delas é o maior risco enfrentado pelos criminosos nessa modalidade, que exige contato direto com a vítima, uso de violência ou ameaça e amplia as chances de reação, intervenção de terceiros, prisão ou identificação por câmeras.

Segundo o Fórum, a expansão do monitoramento urbano, a atuação das forças de segurança e mudanças de comportamento da população também podem ter elevado o custo do roubo em relação ao furto, normalmente praticado sem confronto.

Outro fator apontado é a redução da rentabilidade dos aparelhos roubados. O Programa Celular Seguro reunia mais de 3 milhões de dispositivos cadastrados até 2025 e permite bloquear rapidamente linhas telefônicas, celulares e contas vinculadas.

O anuário avalia que ferramentas desse tipo reduziram o retorno financeiro dos roubos ao dificultarem o acesso a aplicativos bancários. O avanço de mecanismos tecnológicos que impedem o desbloqueio e a revenda dos aparelhos também teria diminuído o valor dos celulares no mercado ilegal.

Veja as cidades com maiores índices de roubos de celular:

Aumento de estelionatos

Na direção oposta aos roubos de celulares, os estelionatos continuaram em expansão e se consolidaram como o principal crime patrimonial do país. Foram registrados 2,2 milhões de casos em 2025, alta de 2,7% em relação ao ano anterior. O total inclui golpes tradicionais e fraudes eletrônicas.

Desde 2018, quando o anuário contabilizou 426 mil ocorrências, o número de estelionatos cresceu 429,8%, impulsionado pela migração de parte das atividades criminosas para o ambiente digital.

Os golpes eletrônicos avançaram ainda mais no último ano. Os registros passaram de 286 mil para 346,7 mil, alta de 20,6%. São Paulo apresentou a maior taxa geral de estelionatos, com 1,8 mil ocorrências por 100 mil habitantes, seguido pelo Distrito Federal, com 1,7 mil. Paraná, Rondônia, Santa Catarina, Espírito Santo e Goiás também superaram a marca de mil registros por 100 mil moradores.

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública aponta que a baixa possibilidade de responsabilização contribui para tornar os golpes financeiramente atraentes. Dos mais de 2,2 milhões de boletins de ocorrência registrados em 2025, apenas 63,7 mil deram origem a processos penais, o equivalente a 2,8% do total.

O número de pessoas presas por estelionato chegou a 4,8 mil. Apesar do aumento das prisões e dos processos em relação a 2024, mais de 97% das ocorrências comunicadas às polícias não chegaram ao Poder Judiciário.

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