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ECONOMIA

Comissão adia discussão de MP da taxa das blusinhas para quarta-feira

Colegiado postergou pela segunda vez a leitura e votação do parecer sobre fim da taxa das blusinhas.

Congresso em Foco

1/9/2026 16:43

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O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), presidente da comissão mista da medida provisória 1.357/2026, que suspende a chamada "taxa das blusinhas", anunciou na reunião desta terça-feira (1º), quando estava prevista a leitura do parecer da relatora Leila Barros (PDT-DF), um novo adiamento do debate. Este é o segundo encontro seguido postergado sem deliberação do colegiado.

O primeiro encontro estava previsto para a segunda-feira (31). Na ocasião, Lopes suspendeu a reunião para que a relatora pudesse avançar na construção do relatório, afirmando buscar "mais simetria concorrencial das remessas internacionais também com a economia e a indústria nacional".

A reunião ficou então marcada para a manhã desta terça, mas começou apenas no fim da tarde, já com anúncio da Mesa Diretora do Senado de que a ordem do dia estaria prestes a começar. O regimento interno não autoriza deliberação em comissões durante a sessão plenária.

Segundo o presidente da comissão, o adiamento foi acertado junto ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) e ao ministro das Relações Institucionais, José Guimarães. A leitura e votação do parecer ficou marcada para as 10h de quarta-feira (2).

Reunião da comissão mista foi suspensa diante de proximidade do início da ordem do dia.

Reunião da comissão mista foi suspensa diante de proximidade do início da ordem do dia. Edilson Rodrigues/Agência Senado

Comércio x Indústria

Editada em maio, a medida provisória 1.357/2026 suspendeu o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 realizadas em plataformas de comércio digital, a chamada "taxa das blusinhas".

A interrupção do tributo foi bem recebida por entidades de proteção ao consumidor e de representação do comércio digital, mas foi repudiada por produtores locais, que alegam falta de simetria concorrencial com países que adotam menor regulamentação de mercado.

Em conversa com jornalistas na segunda-feira, Reginaldo Lopes afirmou que busca aprovar um texto que garanta "a igualdade de direito do consumidor de menor poder econômico nas remessas internacionais, mas também a simetria concorrencial do ponto de vista da indústria nacional".

A sua proposta e de Leila Barros é estabelecer análises semestrais de efeitos da suspensão do tributo, a primeira delas três meses após a transformação da MP em lei.

Prazo apertado

Se aprovada na comissão mista, a MP da Taxa das Blusinhas deverá seguir primeiro para votação na Câmara dos Deputados e, em seguida, no Senado. Caso se mantenha a tendência de modificação do texto apresentado pelo governo, a versão final ainda deverá ser encaminhada ao Planalto para receber sanção ou veto presidencial.

A discussão avança em corrida contra o tempo: o prazo de validade da medida se encerra no dia 8, e a semana de esforço concentrado do Congresso Nacional vai até a sexta-feira (4). Caso a semana se encerre sem a votação da proposta, ela corre o risco de ser revogada sem análise de mérito.

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Leila Barros taxa das blusinhas medida provisória comissão mista Reginaldo Lopes

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