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CASO MASTER
Congresso em Foco
11/9/2026 | Atualizado às 19:50
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, pediu nesta sexta-feira (11) ao presidente da Corte, Edson Fachin, a disponibilização imediata da íntegra dos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, investigado no caso Banco Master.
No ofício, Moraes se alinha ao pedido feito por Cristiano Zanin e contesta o argumento apresentado por André Mendonça de que a cópia dos dados permanece lacrada em seu gabinete.
Segundo Moraes, o fato de o material estar lacrado não impede seu compartilhamento com os demais ministros, porque se trata de uma cópia e não do aparelho original.
"Como bem ressaltado no ofício nº 14/2026, pelo eminente Ministro Cristiano Zanin, o material encontra-se acautelado no gabinete do Ministro Relator e o fato de se encontrar lacrado, não é óbice para o compartilhamento", escreveu.
Não pode escolher o que ministros acessam
Moraes repete uma crítica que já havia feito em outros ofícios enviados a Fachin ao longo desta sexta-feira.
"Não cabe ao Ministro relator escolher quais os documentos acessíveis ao Colegiado para realizar seu julgamento", afirmou.
A frase reforça a tese de Moraes de que, uma vez marcado o julgamento no Plenário, todos os ministros devem ter acesso aos mesmos elementos que ficaram disponíveis ao relator.
Dados estão em HD lacrado
Mendonça havia informado anteriormente que o celular original de Vorcaro não está em seu gabinete e permanece sob custódia da Polícia Federal.
Segundo o relator, o que foi entregue ao gabinete, "de forma voluntária e espontânea", foi um HD criptografado com uma cópia de segurança dos dados extraídos do aparelho.
Mendonça afirmou que esse HD permanece "lacrado e intocado" até o momento.
Moraes, porém, adere ao argumento de Zanin de que a preservação da cadeia de custódia se refere ao material original, e não à cópia entregue ao gabinete de Mendonça. Por isso, sustenta que não haveria impedimento técnico para o compartilhamento da mídia com os demais ministros.
Indexação feita pela PF
Moraes também amplia o pedido.
Além da íntegra da mídia apreendida, ele solicita a disponibilização da indexação dos dados feita pela Polícia Federal por meio dos softwares Cellebrite e IPED, ferramentas utilizadas para extração, organização e análise de conteúdo digital.
O pedido se refere à mídia mencionada na Informação de Polícia Judiciária de Análise (IPJ-A) 3298613/2026, ligada ao iPhone 17 Pro apreendido na investigação.
A manifestação ocorre às vésperas da sessão extraordinária marcada para terça-feira (15), quando o STF deverá analisar processos relacionados à crise interna da Corte e às investigações envolvendo o Banco Master.
Processo: Pet 16.704
Veja a íntegra.
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