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Eleições 2026
Congresso em Foco
18/10/2026 22:40
A segurança pública foi o primeiro tema do debate presidencial da Band entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Enquanto o candidato do PL prometeu declarar "guerra ao narcoterrorismo", reduzir a maioridade penal e endurecer as punições contra criminosos, o petista cobrou apoio à PEC da Segurança Pública e defendeu maior participação da União no enfrentamento ao crime organizado.
Flávio afirmou que, caso seja eleito, pretende classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho e as milícias como organizações narcoterroristas. O senador também defendeu o aumento das penas e a retomada de territórios dominados pelo crime organizado.
"Eu vou construir mais de meio milhão de vagas no sistema penitenciário, porque esses marginais vão ficar presos. Quem vai andar com medo na rua são eles", declarou.
O candidato também prometeu alterar a Constituição para reduzir a maioridade penal, defendeu a castração química de estupradores e a aplicação da lei antifacção. Entre as medidas apresentadas, propôs ainda estabelecer pena mínima de oito anos de prisão para furtos de celulares.
Flávio afirmou que integrantes de organizações criminosas serão presos ou "neutralizados" pelas forças policiais. O senador também criticou o que chamou de política de "prende e solta", acusando o governo Lula de favorecer o desencarceramento de criminosos.
Em resposta, Lula cobrou do adversário apoio à PEC da Segurança Pública, encaminhada pelo Executivo ao Congresso em março de 2025. A proposta busca ampliar a atuação da União no combate ao crime organizado e fortalecer a integração entre as forças de segurança.
"O candidato poderia ter votado a emenda constitucional que eu mandei dia 25 de março do ano passado", afirmou o presidente.
Lula também criticou a atuação dos governos estaduais no enfrentamento à criminalidade. "Acontece que os Estados fracassaram. Nenhum Estado conseguiu resolver o problema da segurança pública", disse.
O petista defendeu uma atuação coordenada entre União, Estados e municípios para recuperar territórios dominados pelas facções. Segundo ele, a repressão deve alcançar tanto os criminosos que atuam nas comunidades quanto os integrantes das organizações instalados em regiões de maior poder aquisitivo.
O presidente ainda condicionou a criação de uma pasta específica para a área à aprovação da proposta pelo Senado.
"E agora, se o Senado votar a PEC da Segurança, eu criarei imediatamente o Ministério da Segurança Pública", prometeu.
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