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Quebra de sigilo
Congresso em Foco
23/10/2026 8:26
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol), criticou Flávio Bolsonaro (PL) nesta sexta-feira (23) e acusou o candidato à Presidência de não cumprir o prazo para apresentar documentos relacionados à abertura de seus sigilos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em publicação nas redes sociais, Boulos afirmou que o presidente Lula (PT) havia cumprido o compromisso até as 23h59 de quinta-feira (22), enquanto Flávio não teria apresentado os documentos dentro do prazo.
"Fugiu como um rato porque deve. E deve muito! AGORA O BRASIL SABE QUEM É O LADRÃO!"
A manifestação ocorreu um dia após as campanhas dos dois presidenciáveis assinarem um acordo para a abertura dos sigilos. O documento previa a entrega das autorizações até as 23h59 de quinta-feira (22).
Disputa pela abertura dos sigilos
A cobrança ocorre em meio à disputa entre as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro pela divulgação de informações financeiras na reta final do segundo turno.
Na terça-feira (20), a equipe do presidente protocolou no TSE um pedido para abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico de Lula, de familiares e de uma empresa ligada a ele, referentes aos últimos oito anos. A divulgação foi condicionada à adoção de medida equivalente por Flávio.
O candidato do PL respondeu com ao menos 21 condições para aceitar a abertura dos sigilos, incluindo informações de familiares, assessores e empresas ligadas ao presidente.
Na quarta-feira (21), a campanha petista afirmou que aceitaria as exigências. No dia seguinte, a equipe de Lula entregou documentos ao TSE e, após negociações, as duas campanhas assinaram um acordo para permitir a divulgação dos dados.
Ainda na quinta-feira, o ministro André Mendonça, do TSE, decidiu que os candidatos podem divulgar seus sigilos por conta própria, sem necessidade de autorização da Justiça Eleitoral.
Segundo o magistrado, Lula e Flávio podem solicitar diretamente às instituições responsáveis os registros bancários, fiscais e telefônicos que desejarem tornar públicos.
Mendonça também ressaltou que a divulgação voluntária de documentos não substitui investigações conduzidas pelos órgãos competentes para apurar eventuais irregularidades.
A decisão deixou a cargo dos próprios candidatos a divulgação das informações, a dois dias do segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25).
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