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RESPEITO AO VOTO
Congresso em Foco
1/11/2026 | Atualizado às 17:50
O senador e governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), desafiou neste domingo (1º) políticos que incentivam boicotes a empresas por divergências eleitorais a abrir mão dos próprios salários e benefícios. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele também repudiou a atitude de uma mulher que humilhou uma criança que vendia balas na rua após o menino dizer que seu candidato à Presidência era Lula (PT).
"Quero que vocês, políticos de esquerda ou de direita que estão incentivando boicotes, abram mão dos seus salários. Abram mão dos seus benefícios", afirmou. Cleitinho argumentou que a remuneração e os benefícios dos parlamentares são custeados com impostos pagos por trabalhadores e empresários. Também criticou os recursos públicos destinados aos fundos eleitoral e partidário.
A manifestação ocorre em meio a campanhas de boicote contra empresas e artistas que apoiaram Lula na eleição presidencial. Em Minas Gerais, circularam listas de estabelecimentos identificados como simpatizantes do petista e relatos de ameaças de demissão por motivos políticos.
O posicionamento de Cleitinho contrasta com o do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), seu aliado, que defendeu o direito de consumidores boicotarem empresas de apoiadores de Lula. Cleitinho, por sua vez, pediu que divergências políticas não sejam transformadas em retaliações contra comerciantes e trabalhadores.
"A criança não vota"
"Como político de direita e cristão, quero deixar aqui meu repúdio à atitude dessa jovem que humilhou uma criança porque a família dela votou no Lula. Primeiro, a criança não vota", declarou Cleitinho, ao pedir que outros políticos também condenem o episódio.
O governador eleito contou ainda a história de uma mulher que disse ter votado nele para governador e em Lula para presidente. Segundo o senador, ela era cliente antiga do varejão de seu pai, que nunca votou no petista. Apesar das divergências, continuou comprando no estabelecimento e chegou a receber alimentos para pagar posteriormente, quando enfrentou dificuldades financeiras.
"Não houve boicote de nenhum dos lados. Nem do meu pai, que nunca votou no Lula, nem dela", afirmou. Cleitinho questionou se a preferência eleitoral deveria definir o caráter de alguém, comparando as divergências políticas às rivalidades entre torcedores de futebol.
Críticas à direita e à esquerda
O senador lembrou que setores da esquerda também promoveram boicotes contra empresas associadas ao bolsonarismo, como Coco Bambu e Havan. Para ele, a cobrança deveria ser direcionada aos próprios políticos.
"E se vocês se unirem agora e começarem a boicotar os políticos?", perguntou. Cleitinho já havia criticado as campanhas de retaliação na quarta-feira (28), defendendo que comerciantes e trabalhadores não fossem prejudicados por suas preferências eleitorais.
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