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SEGURANÇA PÚBLICA
Congresso em Foco
8/11/2026 18:26
A Polícia Federal (PF) abriu inquérito para investigar ameaças de morte, estupro e ataques racistas recebidos pela deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG). A apuração está sob responsabilidade da delegacia da corporação em Divinópolis (MG), com apoio especializado da Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos.
A investigação já conta com diligências especializadas e pedidos de cooperação policial internacional para obter informações que permitam identificar os responsáveis pelas ameaças. Os procedimentos seguem sob sigilo para preservar o andamento das investigações.
O Ministério da Justiça havia solicitado à PF a abertura de inquérito em outubro, após a parlamentar denunciar ameaças recebidas durante a campanha eleitoral. Ana Elisa também passou a receber acompanhamento do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas.
Vídeo sobre ameaças
No sábado (7), Ana Elisa publicou vídeo nas redes sociais em que leu trechos de um e-mail com ameaças explícitas de violência sexual e assassinato, acompanhado de insultos racistas. A mensagem foi enviada por indivíduo identificado como Pedro. A deputada eleita relatou que recebe outras intimidações semelhantes por e-mail e mensagens privadas.
"Esse é o e-mail mais leve que eu recebo", disse durante a gravação ao narrar o conteúdo das ameaças. Ana Elisa também rebateu críticas por contar com escolta policial e mencionou o reforço da segurança em sua residência. Segundo a parlamentar, as ameaças restringiram sua liberdade desde a vitória nas eleições. "Eu sei de verdade o que é ter medo de morrer se eu sair na rua", desabafou.
Confira:
A deputada eleita também contestou publicações que a apresentavam como contrária ao policiamento. "Eu sou contra violência policial, que é uma coisa completamente distinta."
Ana Elisa lamentou as restrições impostas à sua rotina aos 21 anos. "Eu me candidatei, eu ganhei uma eleição, desde então eu perdi a minha liberdade tendo ganhado uma eleição", afirmou. A parlamentar também questionou os ataques direcionados à sua escolta e defendeu o direito de viver sem ameaças.
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