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Congresso em Foco
14/2/2008 11:27
Após chamar o ex-ministro da Integração Nacional e atual deputado Ciro Gomes (PSB-CE) de “ilusionista”, o professor Apolo Heringer Lisboa, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, fez fortes críticas às obras de transposição do Rio São Francisco.
“Concentrar mais água no açude não resolve. Mais de 80% da transposição vai para açude, mas isso não significa que ela vai chegar ao povo”, argumentou ele afirmando que há mais de 40 obras que tinham o objetivo de levar água às regiões de seca e que estão inacabadas.
“Temos que parar com os projetos faraônicos. Estão mutilando o Rio São Francisco e outros rios de Minas para fazer barragens. Estamos destruindo um ecosistema que a natureza demorou anos para construir”, vociferou o professor sob aplausos.
Apolo Lisboa comparou a transposição do São Francisco à construção de um banco ou de um supermercado. “De que adianta construir supermercado, construir banco, se a comida não chegará ao povo e nem o dinheiro”, disse ele.
O professor afirmou que o problema da seca não está relacionado à falta de água, mas sim a problemas de gestão. “Ciro Gomes dizia que a construção de açudes seria a redenção do Nordeste e não foi”, destacou Apolo Lisboa. “Eu sou a favor que todo sertanejo tenha água em abundância, mas a transposição não vai resolver isso. Vai ser mais uma obra inacabada como as outras 40 que tenho em lista aqui”, argumentou. (Soraia Costa)
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