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Pulmões cheios: poluição mata 7 milhões de pessoas por ano

Pedro Valls Feu Rosa

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8/12/2019 | Atualizado 10/10/2021 às 16:39

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Por instinto de sobrevivência, países da Europa estão apelando por termelétricas durante a guerra, aumento o risco do aquecimento global. Foto: Pixabay

Por instinto de sobrevivência, países da Europa estão apelando por termelétricas durante a guerra, aumento o risco do aquecimento global. Foto: Pixabay
A Organização Mundial de Saúde estima que a poluição atmosférica mata 7 milhões de semelhantes nossos a cada ano. Isto dá umas 13 mortes por minuto - ou uma a cada cinco segundos. Faça uma experiência e conte até cinco: um, dois, três, quatro e cinco. Pronto! Morreu outra!
Esqueça as guerras. Os homicídios. A tuberculose. A malária. A Aids. A poluição atmosférica, sozinha, mata mais que todos esses flagelos combinados. Vamos a outro número que choca: uma criança nascida hoje viverá, em média, 20 meses menos por conta da poluição do ar.Não se esqueça, neste quadro, da saúde mental. Recentemente pesquisadores compararam dados de saúde e exposição à poluição atmosférica relativos a 151 milhões de habitantes dos EUA e da Dinamarca. Descobriram, chocados, que as crianças mais expostas tiveram, quando adultos, índices de esquizofrenia duas vezes maiores, assim como taxas mais altas de transtorno de personalidade, depressão e bipolaridade. Estes resultados não discrepam de outros constatados no Reino Unido. Verificou-se, por exemplo, haver uma clara relação entre o desempenho dos alunos e os níveis de poluição do ar - assim como a produtividade nos ambientes de trabalho. Mas talvez a demonstração mais eloquente seja aquela referente à criminalidade. Veja só: nos idos de 2018 concluiu-se uma pesquisa realizada ao longo de dois anos sobre nada menos que 600 áreas de Londres. Descobriu-se que quanto mais alta a poluição do ar maiores os índices de criminalidade - não importa se nas áreas mais ricas ou mais pobres da cidade. Idênticos resultados foram obtidos em outras duas pesquisas realizadas nos EUA - a primeira pelo respeitado Massachusetts Institute of Technology (MIT) e a segunda por uma universidade da Califórnia. Vista a poluição, lance agora um olhar aos poluidores. Veja-os abençoados pelas instituições. Homenageados e cumprimentados com subserviência nos mais refinados salões. Usufruindo de uma impunidade inversamente proporcional à dos miseráveis que enchem nossas masmorras. Agora levante-se. Vá à janela. Contemple, enquanto ser humano, o mundo que temos construído - ou destruído - com suas nuvens de produtos químicos, resíduos, pó preto etc. Em seguida, encha seus pulmões - mas com coragem apenas, não com dignidade, pois que limpas nossas mãos apenas estão por conta da Bacia de Pilatos.
> Desastre com barragem da Samarco acordou “monstro” de poluentes no Rio Doce, diz perito
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poluição crianças Pedro Valls Feu Rosa OMS doenças respiratorias mortalidade infantil

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