Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigos
  1. Home >
  2. Artigos >
  3. Demarcação de terras indígenas foi "equívoco do governo", diz deputado | Congresso em Foco

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

Demarcação de terras indígenas foi "equívoco do governo", diz deputado

Guilherme Mendes

Guilherme Mendes

28/8/2021 | Atualizado às 18:11

A-A+
COMPARTILHE ESTE ARTIGO

Imagem de manifestação de indígenas em frente ao Congresso. Foto: Guilherme Mendes/Congresso em Foco

Imagem de manifestação de indígenas em frente ao Congresso. Foto: Guilherme Mendes/Congresso em Foco
O deputado Neri Geller(PP-MT), vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) na Câmara dos Deputados, disse neste sábado (28) que o grupo tem atuado no Supremo Tribunal Federal (STF) para manter o chamado "marco temporal" para fins de ocupação de terras indígenas. A corte iniciou o julgamento do tema nesta quinta-feira (26), ao mesmo tempo em que milhares de povos originários faziam uma manifestação em frente à suprema corte. Para Neri Geller, o país vem tratando a demarcação de terras indígenas de maneira errada. "Pega a terra Marãiwatsédé de Mato Grosso que foi desapropriada, pega a [terra indígena] Raposa Serra do Sol, aqueles processos todos foram todos um equívoco do governo brasileiro fazer aquilo", disse o parlamentar ao Congresso em Foco. "Não trouxe benefício para os povos indígenas, para a economia, desapropriou terras, ferindo o direito constitucional da garantia de propriedade". A Terra Indígena Marãiwatsédé, lar do povo Xavante nos municípios de São Félix do Araguaia e Alto da Boa Vista (MT), foi regulamentada por decreto em 1998. O caso de Raposa Serra do Sol, em Roraima, começou por decreto em 2005, mas precisou passar pelo crivo da suprema corte, já que não indígenas contestaram a demarcação, que passaria por área de fronteira e poderia envolver também questões de segurança nacional. O STF manteve a demarcação. O deputado cobrou que o processo de demarcação tenha transparência e defende que indígenas e a agropecuária são capazes de conviver juntos. "Os indígenas estão começando a produzir. Eles querem asfalto, Internet e qualidade de vida - não tem mais como este povo viver de forma nômade, não existe mais isso". A tese a ser discutida pela corte é se os indígenas do povo Xokleng tem direito a acesso a uma terra pública no norte de Santa Catarina. A tese que a corte deve julgar nas próximas semanas deve abordar se os indígenas só tem direito às terras onde já estavam ocupados após a promulgação da Constituição, em 1988, e demarcações realizadas após este prazo - ou se eles têm direito a reivindicar terras ocupadas anteriormente, ou de ocupação histórica de seu povo. O julgamento, agendado para a quarta-feira (25), foi atrasado em dois dias por uma audiência sobre a constitucionalidade da lei que dava autonomia ao Banco Central. O caso começou a ser julgado às 17h30 da quinta-feira (26), para ser suspenso meia hora depois. O alto número de manifestações esperadas - serão 39 sustentações orais - deve fazer com que o julgamento tome a pauta das próximas duas semanas da corte. O relator do caso é o ministro Edson Fachin, que já indicou que votará contra o marco temporal, permitindo a ocupação dos Xokleng. O julgamento suspendeu a decisão sobre 82 outros casos, que aguardam a tese a ser definida pelo STF. Neri Geller diz que confia que, mesmo em decisão contrária da corte, a FPA deve lutar pelo que chamou de "regulamentação definitiva", que viria pelo Projeto de Lei (PL) 490 - o texto hoje está em tramitação na Câmara, e é considerado nocivo por lideranças indígenas e ambientalistas. "A FPA inclusive entrou como amicus curiae para colocar as preocupações da Frente Parlamentar da Agropecuária no sentido de regulamentar para trazer segurança jurídica", defendeu o parlamentar "e, em eventual demarcação, que primeiro se respeite o marco temporal dentro da decisão e que, em um segundo momento, se houver alguma demarcação, que seja feita de forma transparente com ampla defesa a quem é desapropriado, que esta pessoa seja remunerada e que passe pelo Congresso Nacional." > Dilma: Temer trouxe militares de volta à política > Redes bolsonaristas tiveram semana de ataques a Lula, STF e convocações para ato
Se você chegou até aqui, uma pergunta: qual o único veículo brasileiro voltado exclusivamente para cobertura do Parlamento? Isso mesmo, é o Congresso em Foco. Estamos há 17 anos em Brasília de olho no centro do poder. Nosso jornalismo é único, comprometido e independente. Porque o Congresso em Foco é sempre o primeiro a saber. Precisamos muito do seu apoio para continuarmos firmes nessa missão, entregando a você e a todos um jornalismo de qualidade, comprometido com a sociedade e gratuito.
Mantenha o Congresso em Foco na frente.
JUNTE-SE A NÓS
Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

STF Raposa Serra do Sol neri geller edson fachin terra indígena demarcação de terra indígena PL 490 xokleng

Temas

Meio Ambiente Congresso
ARTIGOS MAIS LIDOS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES