Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Eleições 2026

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosRadarEleições 2026
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. Alessandro Vieira apresenta pacote para endurecer combate ao crime

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

Segurança pública

Alessandro Vieira apresenta pacote para endurecer combate ao crime

Propostas aumentam penas para lavagem de dinheiro, ampliam rastreamento de ativos e reforçam mecanismos de controle.

Congresso em Foco

14/6/2026 9:00

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou um pacote de dez projetos de lei para ampliar o combate ao crime organizado. As propostas endurecem as penas para lavagem de dinheiro, ampliam o bloqueio de bens suspeitos e reforçam mecanismos de fiscalização patrimonial de agentes públicos.

Segundo o parlamentar, as medidas buscam atualizar os instrumentos de investigação diante da crescente sofisticação das organizações criminosas e de seus mecanismos de ocultação de recursos.

"O crime organizado utiliza mecanismos cada vez mais sofisticados para ocultar patrimônio, lavar dinheiro e dificultar a atuação dos órgãos de controle. Precisamos fortalecer a transparência, ampliar a capacidade de rastreamento de ativos e aperfeiçoar instrumentos essenciais para o enfrentamento da criminalidade organizada."

Senador Alessandro Vieira apresentou pacote de 10 projetos de combate ao crime organizado.

Senador Alessandro Vieira apresentou pacote de 10 projetos de combate ao crime organizado.Carlos Moura/Agência Senado

Entre os projetos, um dos mais abrangentes aumenta a pena para lavagem de dinheiro dos atuais três a dez anos para cinco a quinze anos de prisão (3.019/2026). Quando o crime estiver relacionado a facções, milícias ou grupos paramilitares, a punição poderá chegar a 30 anos.

A proposta também cria um mecanismo de bloqueio cautelar emergencial de ativos financeiros. Pela regra, delegados de polícia e integrantes do Ministério Público poderão determinar o congelamento temporário de recursos considerados suspeitos por até cinco dias, sujeito à posterior validação judicial.

Outra frente do pacote mira o patrimônio de agentes públicos. Um dos projetos cria o Sistema Eletrônico de Registro de Bens e Valores (Sispatri), que tornaria obrigatória a declaração patrimonial digital para ocupantes de cargos públicos dos três Poderes (3.018/2026). A medida permitiria o cruzamento automático de informações e o acompanhamento da evolução patrimonial dos declarantes.

O senador também propõe (3.014/2026) auditorias patrimoniais anuais por sorteio, conduzidas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), além de autorizar a Controladoria-Geral da União (CGU) a acessar dados fiscais e financeiros de servidores federais para fins de monitoramento patrimonial (169/2026).

Dinheiro ilícito e estruturas de ocultação

As propostas ainda ampliam os instrumentos de rastreamento de recursos utilizados por organizações criminosas. Um dos projetos (3.020/2026) obriga fundos de investimento a identificar seus beneficiários finais, permitindo a identificação das pessoas que efetivamente controlam ou se beneficiam dos recursos aplicados.

Outra medida (3.012/2026) cria um cadastro nacional de cessões de precatórios e créditos judiciais sob responsabilidade do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com o objetivo de aumentar a transparência dessas operações.

O pacote prevê ainda a ampliação da cooperação entre Polícia Federal, Ministério Público, Receita Federal, Banco Central e Coaf, além da regulamentação de novas técnicas de investigação e da ampliação do alcance de medidas de bloqueio e sequestro de bens, inclusive ativos digitais e patrimônio mantido no exterior (3.025/2026).

Integridade institucional

Entre as propostas também está o restabelecimento de regras de impedimento para magistrados julgarem processos envolvendo clientes de escritórios de advocacia ligados a cônjuges ou parentes próximos, além da ampliação de hipóteses destinadas a evitar conflitos de interesse (3.016/2026).

As iniciativas foram elaboradas com base nas conclusões da CPI do Crime Organizado, que senador era relator, e em recomendações do estudo Novas Medidas Contra a Corrupção, desenvolvido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com a Transparência Internacional.

"As organizações criminosas evoluíram e passaram a operar por meio de estruturas financeiras complexas, utilizando mecanismos de ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro cada vez mais sofisticados. O Estado precisa ter capacidade de acompanhar essa evolução e fechar brechas que hoje favorecem a impunidade."
Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

Alessandro Vieira crime organizado CPI do crime organizado Lavagem de dinheiro

Temas

Segurança Pública Congresso

LEIA MAIS

Caso Master

Pena de até 40 anos para crimes contra fundo previdenciário avança

SAÚDE

Projeto que exige diploma para psicoterapeuta lidera acessos na Câmara

Política pública

Inclusão de aluguel social no Minha Casa, Minha Vida avança na Câmara

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES