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Ministro Paulo Guedes. [fotografo]Marcos Corrêa/PR[/fotografo]
“Assim que nós terminarmos as medidas emergenciais, o meu convite e o meu pedido aos senhores é nós retomarmos o nosso horizonte de investimentos e as nossas reformas estruturais”, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, a deputados e senadores nesta quinta-feira (30). O ministro apresentou medidas de combate à crise em comissão mista do Congresso Nacional.
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Ele ponderou que o momento é das medidas emergenciais e que a hora de retomada na discussão das medidas estruturantes ainda não chegou.“Estávamos num programa de reformas estruturantes. Fomos golpeados pelo coronavírus e nós imediatamente mudamos o eixo, nós saltamos para medidas emergenciais”, disse ele, afirmando que o Brasil vinha crescendo a 2,4% antes da pandemia. Para o ministro, o Brasil vai surpreender o mundo saindo do buraco mais rápido do que o esperado.
“O mundo espera que as reformas prossigam e que a gente tenha austeridade. O Brasil é abatido por uma crise de saúde. Isso não pode virar um oportunismo político, uma farra eleitoral, nós temos que ter senso de responsabilidade”, disse ele.
Guedes defendeu o Pacto Federativo, que chamou de protocolo de crise para momentos como o de calamidade pública. “Nunca se transferiu tantos recursos para estados e municípios”, disse ele ao comentar repasses da ordem de R$ 90 bilhões aos entes da Federação durante a pandemia do coronavírus. “Se já tivesse o Pacto Federativo, a reação seria mais rápida.”
O ministro defendeu que o dinheiro repassado a governadores e prefeitos seja fiscalizado pelo Congresso para garantir que ele chegue na ponta e não desviado para uso político. “Há problemas, sim, de execução, como em qualquer política pública”, acusou Guedes.
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