Crimes comuns
O presidente do Cidadania acredita que, se o Supremo Tribunal Federal (STF) definir em seu inquérito que houve a prática de crime comum pelo presidente Bolsonaro, haverá um processo menos político e mais rápido. “Esse inquérito pode ser mais consubstanciado, ou seja, com maior prova”, avaliou. Para ele, esse pode ser o caminho que seja adotado contra o que considera irresponsabilidade do governo Bolsonaro. “É um presidente que não teve um gesto de solidariedade para as vítimas dessa pandemia. Nenhum. Isso é pouca coisa? Não, isso é um sinal terrível”, criticou.O ministro do Supremo Celso de Mello autorizou, na noite de segunda-feira (27), a abertura do inquérito contra Jair Bolsonaro e o ex-ministro Sergio Moro. A decisão atendeu a um pedido que partiu do procurador-geral da República, Augusto Aras. O decano da corte foi escolhido através de sorteio.
O inquérito vai apurar os fatos narrados por Sergio Moro no dia em que anunciou sua saída do governo e denunciou que o presidente Bolsonaro teria interesse em trocar o diretor-geral da Polícia Federal por questões políticas. Para Celso de Mello, os fatos denunciados por Sergio Moro têm relação com o exercício do cargo, permitindo assim investigação do chefe do Executivo.
O governo pode impedir o encaminhamento de uma denúncia, disse ele citando o exemplo do ex-presidente Michel Temer. Em 2017, o então Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, apresentou duas denúncias que acabaram rejeitadas pela Câmara dos Deputados.
Raio-X
Roberto Freire, 78, tem longa trajetória no Legislativo, tendo sido deputado federal e senador por Pernambuco por vários mandatos. No Executivo, foi ministro da Cultura durante parte da gestão Temer, entre novembro de 2016 e maio de 2017.
O Cidadania é o sucessor do Partido Popular Socialista (PPS). A mudança no nome foi aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2019. A sigla reúne 8 deputados federais e 3 senadores.
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