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Por decreto, governo regulamenta execução de emendas do relator

Decreto assinado por Jair Bolsonaro e Paulo Guedes busca regulamentar emendas do relator. Polícia Federal e CGU investigam mau uso da verba.

9/12/2021
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À tarde, a manifestação dos servidores se concentrará em frente ao Ministério da Economia, na Esplanada. Foto: Augusto Coelho/Fenae
A Presidência da República editou, nesta quinta-feira (9), um decreto regulamentando a transparência das comunicações realizadas entre os órgãos, fundos e entidades do Poder Executivo federal e o relator-geral do Orçamento, do poder legislativo. O texto foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União de hoje e vem um mês depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) pedir que as emendas tivessem critérios de transparência. Leia a íntegra do decreto: O texto indica que, a partir de agora, as demandas e solicitações de emendas serão disponibilizadas na plataforma "+Brasil", do Ministério da Economia. O texto fala em "amplo acesso público aos documentos e aos dados referentes às solicitações de distribuição das emendas de relator-geral", mas não aponta que critérios o poder Legislativo terá de apresentar. Em dois momentos, o texto indica que as informações não vinculam a execução das programações. O conteúdo deste texto foi publicado antes no Congresso em Foco Insider, serviço exclusivo de informações sobre política e economia do Congresso em Foco. Para assinar, entre em contato com comercial@congressoemfoco.com.br. O governo de Jair Bolsonaro edita a proposta às vésperas de o Congresso Nacional aprovar um novo Orçamento para o ano de 2022, com R$16,2 bilhões em emendas deste tipo. A execução das emendas RP-9, como ficaram conhecidas as rubricas em nome do relator-geral, chegaram a ser suspensas por decisão do STF do início de novembro, que considerou que o modelo de funcionamento não honra os princípios da transparência e da equidade previstas na Constituição. Na segunda-feira (6), foram revistas. No Executivo, tanto a Controladoria-Geral da União (CGU) quanto a Polícia Federal investigam a questão. > Ajude-nos a fazer um Congresso em Foco melhor pra você
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