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Alckmin planeja incluir setor privado nas negociações com os EUA

Em entrevista ao Mais Você, Alckmin relatou que o governo quer mostrar aos americanos que a taxação prejudica os dois lados.

31/7/2025
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O vice-presidente Geraldo Alckmin pretende envolver empresários brasileiros e americanos nas tratativas com os Estados Unidos para tentar reverter a tarifa de 50% que começará a incidir sobre parte das exportações nacionais a partir do dia 6. "Trazer o setor privado, as empresas, junto com a gente. Isso pesa", afirmou no programa Mais Você nesta quinta-feira (31).

Segundo Alckmin, a ação conjunta com representantes do setor produtivo visa reforçar o discurso de que a sobretaxa imposta por Donald Trump é danosa também para os consumidores e importadores americanos. "Mostrar que é um perde-perde", expôs o vice-presidente, que coordena a força-tarefa ministerial encarregada de promover as negociações.

Vice-presidente aposta em mobilização empresarial para tentar reverter tarifa de Trump.Reprodução/Globoplay

Além das empresas, as câmaras de comércio dos dois países devem ter papel ativo na tentativa de reaproximação. "Você tem uma Câmara de Comércio, a Amcham, Brasil e Estados Unidos. A sua correspondente lá, a U.S. Chamber. Então, as duas câmaras estão trabalhando também", disse Alckmin.

O governo brasileiro também tenta acelerar a articulação diplomática por meio de contatos entre autoridades ministeriais equivalentes nos dois países. "Nós estamos trabalhando com a Secretaria de Comércio dos Estados Unidos, o ministro Haddad com o seu correspondente, o Scott Bessent, o chanceler [Mauro Vieira] com o seu correspondente, o Marco Rubio", apontou.

Apesar da exclusão de itens como suco de laranja, carvão e peças de aeronaves da tarifa de Trump, setores importantes da indústria e do agronegócio seguem ameaçados. Alckmin afirmou que, com o adiamento da vigência das tarifas, o esforço deverá se intensificar. "O governo todo vai trabalhar. Não acabou a questão, agora acelera a negociação", declarou.

Alckmin ressaltou que a guerra comercial Brasil-EUA acontece em meio à expansão dos acordos tarifários entre o Mercosul e demais blocos econômicos, o que ajuda a aliviar o impacto das tarifas. "Acho que esses acordos comerciais vão ajudar muito o comércio exterior brasileiro", ponderou.

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