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Justiça mantém Daniel Vorcaro e cunhado detidos em presídio estadual

Dono do Banco Master foi preso pela Polícia Federal na quarta-feira (4); Fabiano Zettel, seu cunhado, se entregou após ter mandado de prisão expedido pelo STF.

5/3/2026
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A Justiça Federal manteve a prisão do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, na tarde da quarta-feira (4). O empresário passou por audiência de custódia ao lado do cunhado, Fabiano Zettel, também detido por envolvimento nas fraudes do Master na terceira fase da Operação Compliance Zero. Ambos foram transferidos para o Centro de Detenção Provisória 2 de Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo (SP).

No primeiro momento após a prisão, Vorcaro e Zettel foram levados para a Superintendência da Polícia Federal (PF) em São Paulo, onde ficaram detidos até o início da tarde. Por volta das 14h, deixaram o prédio em uma viatura descaracterizada com destino à Justiça Federal, responsável pela audiência de custódia.

Durante o procedimento, o juiz analisou a legalidade e a necessidade da prisão. Por decisão do STF, a pedido da PF, Vorcaro e o cunhado foram encaminhados à unidade do sistema prisional estadual de forma provisória.

Acusados foram presos na quarta-feira (4).Reprodução | Congresso em Foco

Operação Compliance Zero

As prisões de Vorcaro e de Zettel foram cumpridas como parte da terceira fase da Operação Compliance Zero. Segundo a PF, a nova fase da operação apura a possível prática de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos no âmbito da organização criminosa.

De acordo com as investigações, as práticas ligadas ao Banco Master teriam provocado um déficit de até R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), responsável por ressarcir investidores e correntistas em casos de quebra de instituições financeiras.

Não é a primeira vez que o banqueiro é alvo da operação. Em novembro, Vorcaro chegou a ser preso pela PF, mas obteve o direito de responder em liberdade, mediante o uso de tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares.

A nova prisão foi fundamentada em elementos colhidos na própria investigação. Mensagens encontradas no celular do banqueiro, apreendido na primeira fase da Operação Compliance Zero, teriam indicado que o empresário determinou a um interlocutor que prestava serviços ao banqueiro que agredisse o colunista Lauro Jardim e ameaçou "moer" uma empregada.

Já Zettel se entregou à Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, onde cumpriu o mandado de prisão preventiva expedido pelo ministro do STF André Mendonça, relator do caso. Ele teria atuado como operador financeiro do grupo liderado pelo cunhado.

Defesa

Em nota à imprensa, a defesa de Vorcaro afirmou que o empresário "sempre esteve à disposição das autoridades" e que tem colaborado com as investigações da Operação Compliance Zero. O corpo jurídico negou as acusações de intimidação de jornalistas e outras pessoas, atribuídas pela PF ao banqueiro.

"A defesa nega categoricamente as alegações atribuídas a Vorcaro e confia que o esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade de sua conduta. Reitera sua confiança no devido processo legal e no regular funcionamento das instituições."

Os advogados de Vorcaro sustentam que as mensagens são interpretadas fora de contexto e que o empresário não praticou nenhum ato que justificasse a retomada da prisão preventiva, uma vez que cumpria as medidas cautelares.

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