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Entidades repudiam morte de médica por policiais militares no Rio

Andréa Marins Dias foi baleada após PMs confundirem seu carro com o de suspeitos.

17/3/2026
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A morte da médica Andréa Marins Dias, de 61 anos, durante uma abordagem policial na zona norte do Rio de Janeiro, no domingo (15), provocou manifestações de repúdio de diversas instituições da área da saúde. A profissional foi baleada dentro de um carro em Cascadura, após policiais militares confundirem o veículo com o de suspeitos.

Ginecologista e cirurgiã, Andréa era especialista no tratamento de endometriose e acumulava quase duas décadas de atuação no Instituto Nacional de Câncer (Inca). Em nota, o Ministério da Saúde destacou a trajetória da médica no atendimento a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente na área de cuidados paliativos, onde atuava recentemente no Hospital do Câncer IV.

Andréa atuou 25 anos como ginecologista. Reprodução/Instagram

O ministério manifestou solidariedade a familiares, amigos, colegas e pacientes. O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) cobrou investigação rigorosa do caso e apontou a preocupação com a insegurança enfrentada por profissionais de saúde e pela população em geral.

A Associação dos Funcionários do Inca (Afinca) ressaltou o legado da médica, destacando sua dedicação ao serviço público. A Unimed Nova Iguaçu, onde Andréa também atuou, afirmou que sua trajetória foi marcada pelo compromisso com a assistência à saúde.

Ministério da Igualdade Racial

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, também se manifestou nas redes sociais e questionou a eficácia das políticas de segurança pública diante de casos como esse, além de destacar o impacto da violência sobre a população negra.

"Até quando a ausência de políticas de segurança produzirão cenas como essa? Até quando vamos perder pessoas negras pela violência?"

"É muito triste e revoltante", afirmou a ministra no X. Reprodução/Instagram

Polícia

Segundo a Polícia Militar, os agentes envolvidos teriam confundido o carro da médica com um veículo utilizado em assaltos na região. A corporação informou que os policiais utilizavam câmeras corporais, cujas imagens foram disponibilizadas para investigação, e que os três agentes foram afastados das funções.

A Secretaria de Estado de Polícia Militar determinou a abertura de procedimento interno para apurar o caso. As investigações estão sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).

Veja a íntegra da nota do Ministério da Saúde:

"O Ministério da Saúde manifesta pesar pela morte da médica Andrea Marins Dias, profissional que dedicou quase duas décadas de sua trajetória ao cuidado de pacientes oncológicos no Instituto Nacional de Câncer (INCA). Ao longo de sua atuação no Instituto, contribuiu para o fortalecimento da assistência em oncologia e para o cuidado humanizado de pessoas com câncer no Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, integrava a equipe do Hospital do Câncer IV (HC IV), unidade especializada em cuidados paliativos. Neste momento de tristeza, o Ministério da Saúde se solidariza com familiares, amigos, colegas de trabalho e pacientes, expressando suas mais sinceras condolências."

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