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REDUÇÃO DA JORNADA

Fim da 6x1: saiba por que Câmara votará projeto após ter aprovado PEC

Urgência constitucional do projeto enviado pelo governo venceu prazo e travou votações no Plenário. Relator vai repetir termos da PEC para liberar a pauta para votações como a da IA e a do limite de faturamento do MEI.

Congresso em Foco

15/6/2026 | Atualizado às 8:55

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A Câmara dos Deputados deve votar nesta terça-feira (16) o projeto de lei do governo Lula que trata da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6x1. Apesar de o tema ser o mesmo, o que será analisado pelo Plenário não é a PEC aprovada pelos deputados no fim de maio. A proposta de emenda à Constituição (PEC 12/2019) já foi enviada ao Senado, onde ainda não avançou.

A votação do PL 1838/2026 tem um objetivo principalmente prático: destravar a pauta da Câmara. O projeto foi enviado pelo Executivo com urgência constitucional e, como não foi votado dentro do prazo, passou a bloquear parte das votações no plenário. Ao pautar o texto, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tenta liberar a agenda da Casa para outras matérias consideradas prioritárias.

Hugo Motta designou Leo Prates, relator da PEC da 6x1, para relatar projeto que trata do assunto.

Hugo Motta designou Leo Prates, relator da PEC da 6x1, para relatar projeto que trata do assunto.Júlio Dutra/Republicanos

Não é a PEC

A PEC aprovada pela Câmara altera a Constituição. Ela reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, prevê dois dias de descanso e acaba com a escala de seis dias de trabalho por um de folga. O texto também fixa uma transição de 14 meses, sem redução salarial. Essa proposta, porém, agora depende de análise do Senado.

No Senado, a PEC ainda não foi despachada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), para a Comissão de Constituição e Justiça. Davi já indicou que o texto não será levado diretamente ao plenário e terá de passar pelas comissões. Por isso, a votação marcada na Câmara não conclui a tramitação da PEC nem substitui a análise dos senadores.

Urgência trava a pauta

A existência de dois textos se explica pela estratégia do governo. Além da PEC, que muda a Constituição, o Executivo enviou um projeto de lei para alterar a CLT e outras normas trabalhistas. A ideia inicial era que o projeto de lei detalhasse regras de aplicação da nova jornada, especialmente para categorias com regimes diferenciados.

Com a pauta trancada pela urgência constitucional, Hugo Motta decidiu votar o projeto mesmo depois de a Câmara já ter aprovado a PEC. Para evitar nova disputa de mérito, escolheu como relator o deputado Leo Prates (Republicanos-BA), o mesmo que relatou a proposta constitucional. A orientação anunciada é repetir no PL o texto aprovado pelos deputados em maio.

Mesmo texto

Motta afirmou que a intenção é manter no projeto de lei "o mesmo texto" da PEC aprovada pela Câmara. Segundo ele, a medida demonstra compromisso com os trabalhadores e permite que a Casa avance em outras pautas, como o marco legal da inteligência artificial e o aumento do limite de faturamento do microempreendedor individual. Se aprovado pelos deputados, o PL seguirá para o Senado também em regime de urgência.

Disputa no Senado

Enquanto isso, o Senado virou o principal campo de disputa sobre o tema. Além da PEC aprovada pela Câmara, há outra proposta em tramitação, apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição. Em linha oposta à redução obrigatória da jornada, o texto cria um modelo de jornada flexível, defendido por setores do patronato e entidades empresariais como alternativa ao fim da escala 6x1.

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pec 6x1 urgência constitucional Leo Prates redução da jornada Escala 6x1 hugo motta

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