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40 senadores assinam PEC alternativa ao fim da escala 6x1; veja lista

Encabeçada pela oposição, PEC do horário flexível não acaba com a escala 6x1 nem reduz a jornada de trabalho. Texto permite acordo individual para regime por hora trabalhada, com remuneração e direitos proporcionais.

28/5/2026
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A chamada PEC do horário flexível, encabeçada pelo líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), já reúne assinaturas de 40 senadores de nove partidos. O texto foi apresentado como contraponto à PEC aprovada pela Câmara, nessa quarta-feira (27), que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas.

O número de assinaturas dá peso político à ofensiva da oposição no Senado. Para apresentar uma PEC na Casa, são necessárias ao menos 27 assinaturas, o equivalente a um terço dos 81 senadores. A proposta de Marinho ultrapassa esse patamar com folga. Entre os signatários da proposta, estão todos os 16 senadores do PL, seis dos sete representantes do PP e cinco dos seis parlamentares do Republicanos.

Veja a íntegra da PEC encabeçada por Rogério Marinho.

Líder da oposição no Senado, Rogério Marinho encabeça a autoria da PEC alternativa ao fim da escala 6x1.Waldemir Barreto/Agência Senado

O apoio ao texto também acende um alerta para a tramitação da PEC da escala 6x1. Para ser aprovada no Senado, uma proposta de emenda à Constituição precisa do apoio de pelo menos 49 senadores, em dois turnos de votação. Em tese, se todos os signatários da PEC de Marinho se opuserem à proposta aprovada pela Câmara, não haveria votos suficientes para aprovar o fim da escala 6x1. A ressalva é que assinar a proposta do horário flexível não significa, necessariamente, voto contra a PEC da Câmara.

A proposição foi encaminhada de maneira célere pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O texto, formalizado nesta quinta-feira (28), foi encaminhado logo em seguida por ele à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A CCJ é também a primeirada parada da PEC do fim da escala 6x1. Caberá ao presidente da comissão, Otto Alencar decidir se os dois textos serão analisados em conjunto.

Se o Senado alterar a versão enviada pela Câmara, o texto terá de ser votado novamente pelos deputados.

O que diz a PEC do horário flexível

A PEC de Rogério Marinho altera o artigo 7º da Constituição para permitir que o trabalhador escolha entre o regime tradicional da CLT e um regime flexível, baseado em horas trabalhadas.

Pelo texto, a compensação de horários e a redução da jornada poderiam ser feitas por acordo individual, convenção coletiva ou livre pactuação contratual direta entre empregado e empregador. A proposta também prevê que o contrato individual possa prevalecer sobre acordos ou convenções coletivas.

A PEC estabelece ainda que, no caso de redução da jornada, a remuneração seja proporcional à carga horária efetivamente trabalhada. A mesma lógica valeria para férias, 13º salário, FGTS e outros benefícios legais.

Na justificativa, Marinho afirma que a proposta busca ampliar a liberdade de escolha do trabalhador e modernizar as relações de trabalho.

Diferenças em relação à PEC do fim da escala 6x1

As duas propostas tratam de jornada de trabalho, mas partem de lógicas opostas.

A PEC aprovada pela Câmara busca reduzir a jornada padrão de 44 para 40 horas semanais, estabelecer dois dias de descanso por semana e acabar, na prática, com a escala 6x1 como regra geral, preservando os salários.

A PEC de Marinho não acaba com a escala 6x1 nem reduz a jornada para 40 horas. Em vez disso, abre espaço para um modelo flexível, por hora trabalhada, com remuneração e direitos proporcionais à carga horária. Na prática, a proposta desloca o debate da redução geral da jornada para a possibilidade de negociação direta entre empregado e empregador.

Quem assina a PEC

Rogério Marinho (PL-RN) - principal autor

  • Angelo Coronel (Republicanos-BA)
  • Astronauta Marcos Pontes (PL-SP)
  • Carlos Portinho (PL-RJ)
  • Carlos Viana (PSD-MG)
  • Ciro Nogueira (PP-PI)
  • Cleitinho (Republicanos-MG)
  • Damares Alves (Republicanos-DF)
  • Dr. Hiran (PP-RR)
  • Dra. Eudócia (PSDB-AL)
  • Eduardo Girão (Novo-CE)
  • Eduardo Gomes (PL-TO)
  • Efraim Filho (PL-PB)
  • Esperidião Amin (PP-SC)
  • Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
  • Hamilton Mourão (Republicanos-RS)
  • Hermes Klann (PL-SC)
  • Izalci Lucas (PL-DF)
  • Jaime Bagattoli (PL-RO)
  • Jayme Campos (União-MT)
  • Laércio Oliveira (PP-SE)
  • Lucas Barreto (PSD-AP)
  • Luis Carlos Heinze (PP-RS)
  • Magno Malta (PL-ES)
  • Marcio Bittar (PL-AC)
  • Marcos do Val (Avante-ES)
  • Marcos Rogério (PL-RO)
  • Nelsinho Trad (PSD-MS)
  • Oriovisto Guimarães (PSDB-PR)
  • Plínio Valério (PSDB-AM)
  • Roberta Acioly (Republicanos-RR)
  • Romário (PL-RJ)
  • Sergio Moro (PL-PR)
  • Sérgio Petecão (PSD-AC)
  • Styvenson Valentim (Podemos-RN)
  • Tereza Cristina (PP-MS)
  • Vanderlan Cardoso (PSD-GO)
  • Wellington Fagundes (PL-MT)
  • Wilder Morais (PL-GO)
  • Zequinha Marinho (Podemos-PA)

Assinaturas por partido

  • PL: 16
  • PP: 6
  • Republicanos: 5
  • PSD: 5
  • PSDB: 3
  • Podemos: 2
  • Avante: 1
  • Novo: 1
  • União: 1
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