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"Tá na hora de não obedecer tirano", diz Nikolas se referindo a Moraes

Deputado publicou vídeo e mensagem nas redes sociais depois de o ministro suspender por 90 dias as visitas de Flávio Bolsonaro ao ex-presidente.

14/7/2026
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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) voltou a atacar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a decisão que suspendeu por 90 dias as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em publicação no X (antigo Twitter), o parlamentar escreveu: "Tá na hora de começar a não obedecer tirano."

Nikolas usou as redes sociais para reagir à decisão que atingiu Flávio Bolsonaro.Reprodução / X

A mensagem foi divulgada poucas horas depois de Moraes determinar a suspensão das visitas de Flávio e apreender a carta escrita por Bolsonaro, divulgada nas redes sociais pelo senador.

Além da publicação, Nikolas gravou um vídeo para o Instagram no qual ampliou as críticas ao ministro e afirmou que Bolsonaro está sendo alvo de perseguição política.

Críticas à atuação de Moraes

No vídeo, Nikolas também questionou a decisão de Alexandre de Moraes de encaminhar ao Ministério Público Eleitoral a divulgação da carta de Jair Bolsonaro para apuração de eventual propaganda eleitoral antecipada.

O deputado comparou o episódio com a divulgação de cartas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha de 2018, quando o petista estava preso, e afirmou que houve tratamento desigual por parte das autoridades.

"Agora o Moraes vem acionar o Ministério Público Eleitoral para investigar, falando que houve propaganda antecipada na divulgação da carta de Bolsonaro. Aí, pera aí, isso aqui foi o quê então? No meio da campanha, literalmente, o cara estava lendo uma carta do Lula que estava na cadeia."

Nikolas também citou uma manifestação da Procuradoria envolvendo declarações de Lula sobre as candidatas Marina Silva e Simone Tebet e afirmou que Moraes não adotou a mesma postura nesses casos.

O parlamentar ainda mencionou o desfile de uma escola de samba no carnaval deste ano, que, segundo ele, teria feito campanha em favor de Lula, e voltou a dizer que apenas a divulgação da carta de Bolsonaro foi tratada como propaganda eleitoral antecipada.

Na sequência, o deputado criticou a restrição às visitas impostas ao ex-presidente e comparou a situação de Bolsonaro à de presos condenados por crimes comuns.

"Pro cara que roubou, matou, traficou, pra eles pode. Aí, pro cara que tá preso... por um golpe, um atentado à democracia, aí ele não pode ter visita nem do próprio filho", declarou.

Contexto

As manifestações ocorreram após Alexandre de Moraes suspender por 90 dias as visitas de Flávio Bolsonaro ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

O ministro entendeu que o senador utilizou uma visita ao pai para obter uma carta posteriormente divulgada em suas redes sociais. Na decisão, Moraes afirmou que a divulgação configurou uso indireto das redes sociais por Bolsonaro, em desacordo com as medidas cautelares impostas na prisão domiciliar.

Além da suspensão das visitas, Moraes determinou a apreensão da carta e advertiu que novos descumprimentos poderão levar à revogação da prisão domiciliar do ex-presidente.

Processo: EP 169

Leia a íntegra da decisão.

Veja a íntegra da decisão sobre o uso das redes sociais.

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