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Sem sessões no Congresso, STF e eleições movimentam semana política

Fachin aguarda esclarecimentos sobre embate na Corte, enquanto candidatos entram no prazo para entregar prestação parcial de contas.

8/9/2026
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A crise no STF e a corrida eleitoral devem concentrar as atenções da política nesta semana. Com Câmara e Senado sem sessões deliberativas, o foco se volta para os próximos passos do embate na Corte e para os prazos do calendário eleitoral.

No Supremo, o presidente Edson Fachin aguarda esclarecimentos sobre a disputa entre Alexandre de Moraes e André Mendonça em torno das investigações do Banco Master. Na quinta-feira (3), Fachin abriu um procedimento e deu prazo comum de cinco dias úteis para que os dois ministros, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestem informações.

Crise no Supremo deve dominar a pauta da semana com novos desdobramentos.Dorivan Marinho/STF

Em outra frente, Fachin determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste, também em cinco dias úteis, sobre documentos e acusações encaminhados por Moraes contra Mendonça. Depois da manifestação da PGR, Mendonça terá igual prazo para responder.

Os prazos podem produzir novos desdobramentos ao longo da semana. Mendonça também liberou para julgamento no plenário o caso relacionado às mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Cabe a Fachin definir quando o processo será analisado. Até o momento, não há data anunciada para o julgamento.

Campanhas prestam contas

Na corrida eleitoral, candidatos e partidos entram em uma etapa importante da fiscalização das campanhas. De quarta-feira (9) a domingo (13), candidaturas, partidos, federações e coligações devem apresentar à Justiça Eleitoral a prestação parcial de contas das eleições de 2026.

Os documentos devem reunir a movimentação financeira e os recursos estimáveis em dinheiro recebidos ou utilizados desde o início da campanha até terça-feira (8). Posteriormente, as informações serão disponibilizadas para consulta pública no DivulgaCandContas.

Depois da eleição

Deputados e senadores só voltarão a Brasília após o primeiro turno das eleições, que será realizado em 4 de outubro. A expectativa é que as deliberações retornem já na semana seguinte. Ao todo, 32 senadores concorrem à reeleição este ano. Na Câmara, 437 deputados buscam novo mandato.

O governo trabalha para aprovar no Senado duas propostas consideradas prioritárias pelo presidente Lula: o fim da escala 6x1 e a chamada PEC da Segurança Pública. As duas propostas foram aprovadas pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na semana passada e precisam passar pelo Plenário. A aprovação depende do apoio de pelo menos 49 senadores em dois turnos de votação.

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