Notícias

Auditores discutem salário com equipe econômica

18/1/2008
Publicidade
Expandir publicidade
A equipe econômica do governo enfrenta hoje (18) mais uma queda-de-braço com servidores públicos insatisfeitos com o não cumprimento dos reajustes salariais, acordados no ano passado. Na ocasião, o governo contava com a arrecadação de cerca de R$ 40 bilhões por meio da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que deixou de ser cobrada no dia 1º de janeiro (sua extinção foi decretada ano passado no plenário do Senado, na fatídica madrugada de 13 de dezembro).

No final da tarde, o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, e o secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira, reúnem-se com integrantes do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco).

A categoria reivindica o nivelamento de salário à remuneração dos delegados da Polícia Federal, que recebem cerca de R$ 16,6 mil por mês. 

"Em setembro do ano passado, foi prometido o reajuste para a categoria. Mas, desde o início da queda-de-braço entre governistas e a oposição pela aprovação da CPMF no Senado Federal, os diálogos foram interrompidos", disse o presidente do sindicato, Pedro Delarue, ao Congresso em Foco.

Além do reajuste, os auditores também querem a mudança do atual modelo de plano de salário. Atualmente, os rendimentos dos auditores são atrelados a uma meta de arrecadação.   "Se ficamos abaixo da meta, podemos receber até um terço do salário. Por isso, queremos que eles sejam pagos em parcelas fixas, como um subsídio, conforme foi proposto em setembro", explica Delarue.

Revisão de gastos

O embate entre as duas partes promete ser duro. Ontem (17), o relator-geral da Comissão Mista do Orçamento, deputado José Pimentel (PT-CE), voltou a usar os argumentos da equipe econômica de que não há previsão para uma revisão dos planos de carreira dos servidores, assim como para a realização de novos concursos públicos.

“Todos estão trabalhando com a perspectiva de cortes nos investimentos. A idéia é adiar essas  medidas [realização de concurso e aumento de salário] para 2009", afirmou Pimentel.

Paralisação

As primeiras reações ao descumprimento, por parte do governo, dos reajustes salariais ocorreram ontem (17), com o anúncio de greve dos advogados da União, defensores públicos e procuradores da Fazenda Nacional.

As categorias também reivindicam a equiparação dos salários ao que recebem delegados da Polícia Federal e da Polícia Civil do Distrito Federal.

Em nota, o advogado-geral da União rechaçou a greve e avisou que irá cortar os pontos dos que aderirem à paralisação. Além disso, a AGU solicitou que os prazos para a apresentação das defesas referentes aos processos que envolvam a União parem de ser contados.  (Erich Decat)

Veja mais no portal
cadastre-se, comente, saiba mais

Notícias Mais Lidas