O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), afirmou hoje (17) que é preciso existir cautela na utilização das Forças Armadas em trabalhos nas favelas do Rio de Janeiro. Para o parlamentar, a presença dos militares nessas comunidades “é muito necessária, por um lado". "Mas podem acontecer desvios, por outro lado.” Garibaldi fazia referência à morte de três rapazes no último sábado (14).
Os jovens eram moradores do Morro da Providência e foram levados para traficantes do Morro da Mineira, dominado por traficantes rivais. Os jovens teriam desacatado os militares, e foram torturados e assassinados pelos bandidos. Ao todo, 11 militares são acusados de envolvimento no crime. Os militares atuam no Morro da Providência desde 2007 para garantir a segurança das obras do projeto Cimento Social, que realiza reformas nas casas dos moradores. A repercussão do crime provocou reações do governo. Para o ministro da Justiça, Tarso Genro, as Armas "não estão aptas para tratar da segurança pública". Segundo ele, entretanto, o Exército não estava trabalhando na segurança pública da comunidade, “mas dando proteção aos trabalhadores”. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, foi nesta terça-feira ao Morro da Providência para acompanhar o trabalho dos militares naquela comunidade carioca. Hoje, o Exército pediu desculpas às mães dos jovens mortos. (Rodolfo Torres)