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Índice nos reservatórios é o pior em 85 anos; conta de luz terá acréscimo

Guilherme Mendes

Guilherme Mendes

1/12/2020 11:52

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Usina Hidrelétrica de Itaipu, na fronteira entre o Brasil e o Paraguai. [fotografo] International Hydropower Association[/fotografo]

Usina Hidrelétrica de Itaipu, na fronteira entre o Brasil e o Paraguai. [fotografo] International Hydropower Association[/fotografo]
O índice de produção de energia elétrica dos reservatórios brasileiros está no pior nível em 85 anos, e no segundo de toda a série histórica de 89 anos. A chamada Energia Natural Afluente (ENA) da temporada 2020/2021 está acima apenas do registrado em 1934/1935, e o ano de 2019/2020 é o quarto pior na série histórica. As médias registradas em 2014 e 2016 também integram as 11 piores medições da série histórica. Os dados foram apresentados ontem (30) pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia e que tem como objetivo viabilizar a comercialização de energia elétrica no mercado de energia brasileiro. A CCEE aponta que a capacidade de produção é a pior do histórico no sul – onde estão hidrelétricas nas bacias dos rios Iguaçu e Uruguai – e a 2ª pior do histórico no sudeste-centro-oeste – onde se encontram as represas do Rio Paraná, Rio Grande e a usina de Itaipu. Neste momento, a bacia do Uruguai opera com 16,9% do seu volume, enquanto a do rio Jacuí está 38,5% abaixo do volume registrado no ano passado. Por conta deste cenário, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) definiu que, a partir de hoje, a conta de luz passa a contar com a bandeira vermelha –o que representa um acréscimo de R$ 6,243 para cada 100 quilowatts-hora consumidos. A agência havia anunciado no meio do ano que manteria a bandeira verde, sem acréscimo na conta de luz, até o final do ano. O cenário desfavorável nas usinas hidrelétricas, responsáveis pela maior parte da geração de energia elétrica no Brasil, forçou a mudança. Bolsonaro: Se nada fizermos poderemos ter apagões O aumento na conta de luz colocou pressão popular para cima do presidente Jair Bolsonaro. Hoje, em uma resposta a um seguidor seu no Facebook, o presidente buscou justificar o aumento no risco de apagões que poderia ocorrer com um consumo excessivo de energia. "As represas estão níveis baixíssimos. Se nada fizermos poderemos ter apagões", escreveu Bolsonaro. A "campanha contra o desperdício", como Bolsonaro chamou, teria o motivo de que as chuvas que abastecem os reservatórios, normalmente esperadas para outubro, ainda não chegaram. Esta é a segunda crise de imagem que o setor de energia elétrica passa e um mês. Em novembro, um blecaute seguido por três semanas sem abastecimento regular de energia no Amapá causou problemas à pasta de Minas e Energia, comandada pelo almirante Bento Albuquerque. > Momento oportuno, diz deputado sobre afastamento da diretoria da Aneel > Concessionárias de quatro aeroportos serão compensadas em R$ 1,2 bi por pandemia
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