Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigos
  1. Home >
  2. Colunas >
  3. Reforma do setor elétrico traz avanços e retrocessos | Congresso em Foco

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News
LEIA TAMBÉM

Mariana Londres

O impacto das mudanças demográficas dos estados nas eleições 2026

Mariana Londres

Fazenda tem 17 projetos prioritários pendentes no Congresso

Mariana Londres

Atraso no pagamento de emendas é o real motivo da crise

Mariana Londres

Senado irá cobrar preço pela aprovação de Messias ao STF

Mariana Londres

Como votam as comunidades alvo da megaoperação no Rio?

Energia elétrica

Reforma do setor elétrico traz avanços e retrocessos. O que Lula pode vetar?

Trechos da MP 1304 podem elevar custos e causar impactos ambientais, e Lula avalia vetos para reduzir riscos ao consumidor.

Mariana Londres

Mariana Londres

18/11/2025 8:00

A-A+
COMPARTILHE ESTA COLUNA

Aprovada no início deste mês pelo Congresso, a MP 1304/2025, conhecida como reforma do setor elétrico, trouxe pontos positivos e negativos do ponto de vista do consumidor de energia.

Os pontos positivos são:

Abertura do mercado de energia: em até três anos, todos os consumidores de energia, incluindo os residenciais, poderão sair do mercado regulado de energia (obrigatoriedade de receber energia da concessionária que atua na região) para o mercado livre (poderão comprar energia de qualquer empresa, como ocorre no mercado de telefonia móvel e dados, por exemplo). A tendência é que com a competição, os preços da energia caiam.

Sinal de preço: o consumidor poderá optar por planos que atendam às suas necessidades, por exemplo, energia mais barata de madrugada. O consumidor saberá quanto vai pagar pela energia nos horários de pico e nos demais horários, para poder fazer opções de acordo com o seu perfil de consumo e seu interesse.

Teto para subsídios: a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que pressiona as contas de luz do consumidor regulado (hoje todas as pequenas empresas e todos os consumidores residenciais) terá, a partir de 2027, um teto, que caso seja ultrapassado será pago pelos agentes beneficiados pelos subsídios que gerarem o excesso.

Pressão de consumidores mira subsídios, térmicas e regras que podem encarecer energia e afetar o planejamento do sistema.

Pressão de consumidores mira subsídios, térmicas e regras que podem encarecer energia e afetar o planejamento do sistema.Freepik

Mas há uma série de pontos na lei que podem encarecer o custo da energia no longo prazo, ou trazer custos ambientais futuros. Há pressão, especialmente entre associações de consumidores (Abrace), para que Lula vete esses trechos:

  • Extensão da obrigação de contratação (reserva de capacidade) de usinas a carvão que tinham contratos em vigor até dezembro de 2022 para até 2040. A medida é questionável do ponto de vista ambiental, por manter na matriz um combustível altamente poluente por mais 15 anos. Do ponto de vista econômico, qualquer obrigação de contratação é ruim, pois é um incentivo a uma energia menos competitiva, mais cara portanto. Neste caso, a estimativa é de custo de R$ 1 bilhão por ano.
  • Obrigação de contratação de 3 gigawatts de termelétricas a biomassa.
  • Obrigação de contratação de 4,9 gigawatts de pequenas centrais termelétricas (PCHs). Esses dois últimos pontos têm custo potencial de R$ 7,9 bilhões anuais.
  • A autoprodução de energia só pode ser feita por novos empreendimentos. Esse ponto prejudica os planos do governo para a instalação de datacenters, por isso pode ser vetado (MP 1318/2025).
  • Artigo que permite uso de recursos da CDE para financiar antenas de recepção de TV (banda Ku), medida alheia ao setor elétrico.
  • Artigo que estabelece prioridade para a interligação entre Porto Velho (RO) e Manaus (AM), interferindo no planejamento técnico da expansão de transmissão.

Ponto controverso

Ressarcimento do curtailment: indenização às empresas de renováveis, eólicas e solares, que perderam recursos pela falta de linhas de transmissão (curtailment é corte forçado de energia). Há especialistas que dizem que a indenização pode pressionar as tarifas, como a Abrace.

Mas outros, como produtores de energia renovável, dizem que a indenização não eleva custos, mas, sim, reduz a queda futura do preço de energia. Para Bernardo Bezerra, diretor de Regulação e Inovação da Serena, "a redução na queda na tarifa traz o benefício de manter a indústria eólica no Brasil, evitando aumento futuro da energia".

A equipe do presidente Lula estuda vetar esse trecho justamente pelo potencial impacto nas contas de luz.

Outros riscos no cenário

Ao sancionar o PL das Eólicas Offshore, o presidente Lula vetou os artigos que previam a contratação obrigatória de usinas termelétricas a gás natural. Cogitou-se recolocar esse ponto na MP 1304, mas ela ficou de fora. O Congresso, no entanto, ainda não votou o veto do presidente Lula, que se for derrubado trará impacto nas contas de luz dos brasileiros.


O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Congresso em Foco. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para [email protected].

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

setor elétrico MP 1304

Temas

Energia
COLUNAS MAIS LIDAS
1

Política

Eleições em um país que se acostumou ao inaceitável

2

Políticas de cuidado

Amamentar nas creches: cuidado e garantia de direitos em São Paulo

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES