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13/4/2026 | Atualizado às 12:04

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Em 2022, quatro candidatas à Presidência da República — Simone Tebet pelo MDB, Soraya Thronicke pelo União Brasil, Vera Lúcia pelo PSTU e Sofia Manzano pelo PCB — garantiram uma participação recorde de mulheres na disputa nacional. Juntas, porém, obtiveram menos de 5% dos votos válidos, apesar de Simone Tebet, então senadora, ter sido a terceira colocada no primeiro turno.

Este ano, corremos o risco de termos uma eleição presidencial sem candidatas mulheres, algo inédito desde 2002. Até agora, a única é a dentista Samara Martins, do União Popular (UP), legenda criada em 2019 e ainda sem representantes eleitos. Os outros nove pré-candidatos são homens.

Com o fim do prazo de desincompatibilização para candidatos, no início deste mês, o número de governadoras subiu de duas para cinco. Em 2022, das 38 mulheres que disputaram governos estaduais, só se elegeram Raquel Lyra (então PSDB), em Pernambuco, e Fátima Bezerra (PT), no Rio Grande do Norte. Em abril, com a renúncia dos titulares, assumiram Celina Leão (DF), Mailza Assis (AC) e Hana Ghassan (PA).

Das cinco, só 3 deverão disputar a reeleição. Fatima Bezerra, já reeleita, optou por cumprir o mandato até o fim. Raquel Lyra (PSD) enfrentará uma disputa acirrada em Pernambuco com o ex-prefeito do Recife João Campos, do PSB. Na eleição passada, ela fez história como a primeira governadora do estado, em uma chapa 100% feminina: com Priscila Krause como vice. Pernambuco ainda elegeu Tereza Leitão (PT) ao Senado, uma das quatro mulheres eleitas para as 27 vagas em disputa, junto com Tereza Cristina (PP-MS), Professora Dorinha (União-TO) e Damares Alves (Republicanos-DF).

Celina Leão é outra que terá uma disputada campanha à reeleição, em meio à crise política herdada de seu antecessor, Ibaneis Rocha. Mas conseguiu em sua chapa as duas candidatas do PL ao Senado: a deputada federal Bia Kicis e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que terão como adversárias a deputada federal Erika Kokay (PT) e a senadora Leila Barros (PDT), que busca a reeleição.

Falta de candidatas à Presidência reforça desigualdade de gênero na política nacional.

Falta de candidatas à Presidência reforça desigualdade de gênero na política nacional.Freepik

No Acre, Mailza também concorrerá novo mandato. Outras oito mulheres devem concorrer a governos estaduais: Adriana Accorsi (GO), Juliana Brizola e Rejane Oliveira (RS), Jô Cavalcante (PE), Margareth Coelho e Lourdes Melo (PI), Natasha Slhessarenko (MT), e Professora Dorinha (TO).

Pelo menos 28 mulheres já confirmaram suas pré-candidaturas ou negociam legenda para concorrer uma das 54 vagas ao Senado. O DF lidera com mais mulheres nesta briga. Já no Amazonas, Goiás, Bahia e Sergipe, não há mulheres na disputa ao governo do estado ou a vaga de senadora.

Em São Paulo, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) disputam a liderança na corrida ao Senado. Outros nomes femininos ocupam essa dianteira em seus estados: a deputada federal Marília Arraes (PE); as ex-prefeitas Marília Campos (Contagem-MG) e Tereza Surita (Boa Vista-RR); e Rayssa Furlan (AP), mulher do ex-prefeito de Macapá e pré-candidato ao governo Dr. Furlan.

Entre veteranas que tentarão voltar ao Senado estão as petistas Gleisi Hoffmann (PR) e Benedita da Silva (RJ), além de Rose de Freitas (ES). Algumas novatas na disputa ao Senado, como a deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) tiveram de brigar para manter sua pré-candidatura. Pelo menos três senadoras disputam a reeleição: Soraya Thronike (MS), Zenaide Maia (RN) e Leila Barros (DF).

Mas tudo indica um caminho ainda longo até alcançarmos um equilíbrio maior de gênero na cena política nacional.


O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Congresso em Foco. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para [email protected].

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