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Adriana Vasconcelos
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Adriana Vasconcelos
Eleições
4/5/2026 11:07
A participação feminina nas eleições deste ano chama a atenção pelo favoritismo de pré-candidatas em colégios eleitorais estratégicos, como São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, entre outros. Em especial na disputa pelo Senado, projetando uma possível ampliação da bancada feminina na Casa revisora. Pesquisas divulgadas na última semana confirmam o aumento da competitividade de candidaturas femininas quando bem estruturadas e apoiadas efetivamente por seus respectivos partidos.
No maior colégio eleitoral do país, por exemplo, a ex-ministra do Planejamento Simone Tebet reconfigurou o tabuleiro. Após trocar o MDB pelo PSB e transferir seu domicílio eleitoral, Tebet lidera a corrida por uma vaga no Senado. Segundo levantamento da Genial/Quaest de 29 de abril, ela pontua entre 14% e 15% em diferentes cenários.
Mas ela não está só. A também ex-ministra e deputada federal Marina Silva (Rede-SP) aparece em empate numérico com o ex-governador Márcio França (PSB). Ambos disputam o valioso posto de candidato ao Senado na chapa de Fernando Haddad (PT), na qual Tebet já é presença certa. Haddad, atendendo aos apelos do presidente Lula, aceitou o desafio de encarar uma nova disputa contra o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), para quem perdeu o último pleito em 2022.
Em meio à crise institucional fluminense, a pré-candidatura de Benedita da Silva (PT) ao Senado ganhou tração. Com a renúncia de Cláudio Castro (PL) em março — uma manobra para evitar o julgamento de cassação no TSE e tentar a sorte no Congresso Nacional —, o cenário abriu-se para a petista. A pesquisa Quaest mostra Benedita em empate técnico com Castro, cuja elegibilidade está sob forte ameaça devido à condenação por abuso de poder político e econômico em 2022.
Nos bastidores do PL, o senador Flávio Bolsonaro (RJ), indicado pelo pai para a sucessão presidencial, já articula um "Plano B" para reforçar sua própria campanha no Rio. Ele teria sugerido ao dono do Instituto Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, a inclusão do nome de sua mãe, a ex-vereadora Rogéria Bolsonaro, nas pesquisas seguintes. O que acabou se concretizando no último dia 24 de abril.
Mesmo sem mandato desde 2000, quando foi derrotada pelo próprio filho, Carlos Bolsonaro, e após a tentativa fracassada de retornar à Câmara Municipal do Rio de Janeiro em 2020, Rogéria apareceu na segunda colocação na pesquisa divulgada pelo instituto no fim do mês passado, com 28,1% da preferência do eleitorado, agora impulsionada pelo capital político de um filho presidenciável.
Na capital federal, o cenário não é apenas de favoritismo, mas de domínio absoluto. A governadora Celina Leão (PP), que assumiu o Palácio do Buriti após a saída de Ibaneis Rocha (MDB), lidera as intenções de voto com 36,6% (Paraná Pesquisas), resistindo até mesmo aos reflexos do escândalo do Banco Master sobre o Banco de Brasília (BRB). Sua maior ameaça é o ex-governador José Roberto Arruda (PSD), que segue inelegível e aguarda uma decisão do Supremo Tribunal Federal.
Já a disputa pelo Senado no DF deve concentrar pelo menos quatro nomes femininos de peso, com Michelle Bolsonaro (PL) despontando como a favorita isolada. Segundo o Instituto Veritá, a ex-primeira-dama lidera com quase 30% das intenções, seguida pela deputada federal Erika Kokay (PT), que soma 23,4%, a frente do ex-governador Ibaneis Rocha, que vem perdendo prestígio junto ao eleitorado brasiliense desde o fracasso da venda do BRB ao Master no ano passado.
É a força feminina mostrando sua cara em colégios eleitorais estratégicos, que ajudarão a definir o futuro político do Brasil.
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