Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigos
  1. Home >
  2. Colunas >
  3. Nossa ciência | Congresso em Foco

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News
LEIA TAMBÉM

Pedro Valls Feu Rosa

Direito criminal e prisão domiciliar

Pedro Valls Feu Rosa

Hora de usar a ciência contra a criminalidade

Pedro Valls Feu Rosa

O que aconteceu, Brasil?

Pedro Valls Feu Rosa

Vivemos o fim do mundo livre?

Pedro Valls Feu Rosa

A quantas anda a Justiça dos homens?

Nossa ciência

Pedro Valls Feu Rosa

Pedro Valls Feu Rosa

2/3/2020 | Atualizado 10/10/2021 às 16:39

A-A+
COMPARTILHE ESTA COLUNA

[fotografo]Gil Ferreira/STF[/fotografo]

[fotografo]Gil Ferreira/STF[/fotografo]
Dia desses alguém resolveu furtar uma bicicleta. Surgiu daí um processo. Fiz algumas contas: foram 42 servidores, um delegado de polícia, um juiz de direito, um promotor de justiça, três desembargadores e um procurador de justiça, ao longo de dois anos, discutindo o caso - que acabou em uma pena alternativa. Há algum sentido nisso?
>Moro diz que paralisação de PMs é ilegal, mas é preciso respeitar agentes Fiquei a recordar-me de um outro acusado, preso em flagrante, que confessou seu crime na delegacia. Todas as testemunhas presentes no local foram ouvidas, e disseram a mesma coisa. O inquérito, uma vez concluído, foi para o sistema judiciário - que, por força de lei, ouviu todos novamente nos dois anos seguintes. Para que, afinal? Uma pessoa alugou dado imóvel. Terminado o prazo da locação o inquilino decidiu nele permanecer. Se isto tivesse acontecido nos EUA ou no Reino Unido uma simples ida a alguma delegacia de polícia teria sido suficiente. Mas não aqui: o caso foi parar nas mãos da pesada e sobrecarregada estrutura judiciária - que levou alguns bons anos para resolver o problema. Alguém tem algo a receber do Estado. Temeroso, o administrador de plantão acaba judicializando a questão - afinal, não quer ser responsabilizado posteriormente. Foi assim que certa vez assinei um alvará de R$ 0,54. É assim que constatou-se ser o Estado o maior litigante do sistema judicial. Os casos acima são comuns. Acontecem aos milhares, todos os dias. Nos termos da lei devem ser processados e julgados. Integram estatísticas. Acarretam cobranças dos órgãos de controle, pois que, afinal, “todos os processos são iguais”. Acuadas, as instituições partem para o aumento de quadros e de despesas - que pouco ou mesmo nenhum efeito terá. Enquanto isso acaba prejudicada a análise de processos os mais sérios, com imensos prejuízos para a cidadania e economia de todo um país. Há muitos anos um advogado italiano, de nome Piero Calamandrei, nos alertava para o fato de que a ciência processual estava a cometer o sério pecado de estudar o processo como algo isolado, ao largo da realidade, distante, em uma expressão, da justiça. Contemplo nossos juizados e tribunais, em tempos de tantas e tão importantes reformas, e fico a pensar neste grande profissional. E no sentido de nossas caminhadas pelo mundo das leis. O que temos sido, afinal? De que temos servido?
> Mais textos do colunista Pedro Valls Feu Rosa
Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

Congresso em Foco Justiça poder Judiciário sistema judiciário ciência jurídica sobrecarga da justiça

Temas

Judiciário Colunistas
COLUNAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES