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25/5/2019 | Atualizado 10/10/2021 às 16:25

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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o presidente Jair Bolsonaro. [fotografo]Isac Nóbrega[/fotografo]

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o presidente Jair Bolsonaro. [fotografo]Isac Nóbrega[/fotografo]
Confesso que cheguei a tal nível de maturidade política que persigo uma radical independência intelectual e não me apaixono mais por nenhum líder carismático ou projeto ideológico salvacionista. Quando era um jovem líder estudantil guardava, na cabeça e na alma, projetos muito mais radicais e mais certezas do que dúvidas. Poucas certezas da juventude sobreviveram. E me intriga ver nosso país, uma máquina de desenvolvimento no pós-guerra, estar se especializando em jogar oportunidades fora. Quando na juventude abandonei a ortodoxia de esquerda passei a admirar profundamente personagens como Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Mário Covas, FHC e JK. Com eles aprendi que adversário não é inimigo, que política é a arte de somar não de dividir, que a natural radicalização das campanhas não serve de base para bons governos. Hoje fico perplexo com o embate sectário e desqualificado, potencializado pelas redes sociais, entre pólos que não se reconhecem legítimos. Não seria grave se o próprio presidente, sua família e seu séquito olavista não entrassem pesado no mesmo jogo. A única ideia que ainda me apaixona é a defesa da liberdade e a democracia. E elas estão em risco aqui e no mundo. Edmund Burke alertou: “Quanto maior é o poder, tanto mais perigoso é o abuso”. Recentemente o excelente livro dos professores de Harvard Steven Levistsky e Daniel Ziblatt “Como as democracias morrem” foi alçado à condição de best-seller. Nas páginas 77 e 78 está dito: “... teve que encarar um começo turbulento. O Congresso não aprovou nenhuma lei durante seus primeiros meses no cargo e os tribunais não pareciam estar à altura... O presidente não só carecia de experiência nas complexidades da política legislativa, como tampouco tinha paciência para elas”. E continua: “Assim, em vez de negociar com o Congresso, os açoitou, chamando-os de “charlatões improdutivos”. Ele atacou juízes não cooperativos, caracterizando-os como “lacaios” e “patifes”. Ainda mais perturbador ele começou a contornar o Congresso, optando por decretos executivos... começaram a se queixar de que a Constituição era rígida e restritiva, reforçando o medo de que o compromisso do presidente com as instituições democráticas fosse fraco”. “Com efeito, os tribunais declararam vários decretos inconstitucionais... houve rumores de impeachment... Sentindo-se sitiado, o presidente dobrou a aposta... O conflito se agravou... o conflito tinha chegado a ponto de... ou o Congresso matar o presidente, ou o presidente matar o Congresso”. “O presidente matou o Congresso. Em abril, apareceu na televisão e anunciou que estava dissolvendo o Congresso e a Constituição. Menos de dois anos depois de sua surpreendente eleição, o outsider azarão tinha se tornado um tirano”. É um texto ficcional sobre o futuro do governo Bolsonaro? Não. É a descrição da escalada de Fujimori no Peru rumo à instalação de uma ditadura. Que o texto interessante e de leitura obrigatória, divulgado por nosso presidente, o tenha sido apenas por curiosidade. Que prevaleça o bom senso dos generais no governo. Que as manifestações de amanhã não apostem no confronto com o Congresso e o Poder Judiciário. Que prevaleça o diálogo de Bolsonaro com Rodrigo Maia, Davi Alcolumbre e Dias Toffoli e não o confronto institucional. Fora isto, não haverá salvação. Ainda há tempo para recomeçar. A revolução educacional necessária e o radicalismo ideológico       Olavo versus militares: populismo ou institucionalismo?           
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