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22/11/2024 8:51

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Em sabatina à Globo News, Ricardo Nunes negou ter oferecido a Secretaria de Educação ao PL, e afirmou que indicará alguém de seu grupo. Foto: Agência Brasil

Em sabatina à Globo News, Ricardo Nunes negou ter oferecido a Secretaria de Educação ao PL, e afirmou que indicará alguém de seu grupo. Foto: Agência Brasil
Texto de autoria de Adriano Gatti, Lino Bocchini e Rafael Fernandes, pós-graduandos em Ciência Política, feito especialmente na parceria do Legis-Ativo com o curso de Ciência Política da Fesp-SP no âmbito da disciplina de Análise Política *   O vice-prefeito eleito Mello Araújo prometeu uma GCM “padrão Rota” e “intervenções na Cracolândia”. A intenção de alterar o perfil da Guarda Civil Municipal é coerente com sua trajetória: o novo vice é um coronel aposentado da temida divisão da Polícia Militar paulista, e foi indicado por Bolsonaro para que a chapa do MDBista tivesse a sua cara. Promessas assim devem ganhar respaldo na Câmara Municipal, tendo em vista o perfil dos novos vereadores. A bancada de extremistas de direita, por exemplo, dobrou de tamanho. Entre os eleitos em 2020, eram quatro vereadores, e agora são oito. Dois são reeleitos: Rubinho Nunes (União Brasil) e Sonaira Fernandes (PL). Os outros seis acabam de ser eleitos:  Lucas Pavanato (PL), Adrilles Jorge (União Brasil), Sargento Nantes (PP), Zoe Martínez (PL), e Amanda Vettorrazo (União Brasil). Foram eleitos ainda novos nomes conservadores que flertam com o extremismo, como a propositora do impeachment, Janaina Paschoal (PP). Também houve crescimento no outro prato da balança. Do pleito de 2020 para 2024, as bancadas do PT, Rede, PV e Psol aumentaram um vereador cada. Somando-se aos dois eleitos pelo PSB, esse bloco de esquerda chega a 18 parlamentares, mais de um terço da Câmara. É um bloco expressivo, mas não deve impedir que ideias como a do vice-prefeito avancem. A bancada do MDB (partido de Nunes) perdeu 5 cadeiras, caindo de 11 para 6 vereadores. Sua base aliada formal, contudo, perdeu apenas um nome, caindo de 36 para 35 eleitos – de um total de 55 parlamentares. Há que se considerar ainda o “poder natural de atração” da máquina, que deve engordar ainda mais o bloco governista.  Milton Leite, diversidade e padrinhos As novidades da nova legislatura municipal, contudo, não param por aí. Essa nova legislatura está mais diversa: o número de mulheres eleitas saltou de 13 para 20, um aumento de 53,8% em relação a 2020. Em relação à etnia, 16 vereadores se declararam negros, sendo 10 pardos e seis pretos. Em 2020 foram 11 negros eleitos – ou seja, o aumento foi de cinco eleitos. Outro protagonista da eleição paulistana de 2024 foi Milton Leite (UBR). O vereador decidiu não se candidatar após 28 anos na Câmara (sete mandatos consecutivos). Lançou e elegeu, contudo, dois nomes apoiados diretamente por ele: Silvão Leite e Silvinho, também do União Brasil. A votação de 6 de outubro também reafirmou o poder dos padrinhos políticos. E, neste caso, há exemplos de diferentes colorações partidárias. A começar pelo vereador mais votado em 2024, Lucas Pavanato (PL), assessor do vereador Fernando Holiday (Novo), em final de mandato.  Estão nesse time ainda Amanda Paschoal, do Psol (ex-assessora da deputada federal Erika Hilton); Marina Bragante, da Rede (indicada pelas Marinas Silva e Helou); Silvão Leite e Silvinho (nomes de Milton Leite) e Dheison (apadrinhado do deputado federal petista Alfredinho). No final das contas, apesar da previsão de chuvas e trovoadas em plenário causadas pelo perfil radical de uma fatia dos novos vereadores, o prefeito Ricardo Nunes deve seguir voando em céu de brigadeiro.   O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Congresso em Foco. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para [email protected]
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São Paulo eleições Vereadores governabilidade Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite Ricardo Nunes

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