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ADPF das Favelas
Congresso em Foco
29/10/2025 17:39
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), apresente informações detalhadas sobre a megaoperação policial realizada nos Complexos do Alemão e da Penha, na capital fluminense, nesta terça-feira (28), que deixou ao menos 121 mortos, entre suspeitos e agentes de segurança. A determinação foi expedida no âmbito da ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, que trata da redução da letalidade em ações policiais no Estado.
Moraes ordenou que o governador envie relatório circunstanciado sobre a operação e apresente as informações pessoalmente em audiência marcada para 3 de novembro, em Brasília. A medida atende a pedido do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), que solicitou apuração do episódio à luz das regras definidas pelo STF em abril deste ano, quando a Corte fixou parâmetros obrigatórios para as ações de segurança em comunidades do Rio.
Informações solicitadas
Na decisão, Moraes determinou que o governo do Rio forneça 18 informações específicas, incluindo:
Audiências com autoridades do Rio
Além das informações escritas, Moraes marcou audiências presenciais no dia 3 de novembro com autoridades estaduais, incluindo o governador Cláudio Castro, o secretário de Segurança Pública, os chefes das polícias Civil, Militar e Técnico-Científica, além de reuniões com o presidente do Tribunal de Justiça, o procurador-geral de Justiça e o defensor público-geral do Estado.
ADPF das Favelas
A ADPF 635 foi proposta em 2019 pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB). A ação estabelece parâmetros para operações policiais em comunidades, com foco na redução da letalidade, no respeito aos direitos humanos e na transparência das ações das forças de segurança.
Moraes assumiu temporariamente o caso e determinou que o STF seja informado sobre o planejamento, execução e consequências da operação, reforçando que o cumprimento das diretrizes da Corte é obrigatório para todas as instâncias do poder público.
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