Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigos
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. PGR manda arquivar pedido para tirar Toffoli da relatoria do Master

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

PEDIDO DE IMPEDIMENTO

PGR manda arquivar pedido para tirar Toffoli da relatoria do Master

Representação de deputados questionava voo de ministro a Lima com advogado de investigado. PGR arquiva pedido e mantém Toffoli no caso.

Congresso em Foco

23/1/2026 9:41

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, decidiu arquivar o pedido apresentado por deputados da oposição para afastar o ministro Dias Toffoli, do STF, da relatoria das investigações sobre o caso Banco Master.

A representação foi protocolada pelos deputados Carlos Jordy (PL-RJ), Adriana Ventura (Novo-SP) e Caroline de Toni (PL-SC), que pediam a declaração de impedimento e suspeição de Toffoli. O questionamento teve como base uma viagem do ministro a Lima, no Peru, em 28 de novembro de 2025, no mesmo voo particular em que estava o advogado Augusto Arruda Botelho, defensor do diretor de compliance do Banco Master, Luiz Antônio Bull, investigado no caso.

Paulo Gonet arquivou pedido de suspeição e impedimento de Toffoli apresentado por deputados.

Paulo Gonet arquivou pedido de suspeição e impedimento de Toffoli apresentado por deputados.Gabriela Biló/Folhapress

Na decisão, Gonet afirmou que não há providências a serem adotadas, uma vez que o tema já está sob análise do próprio Supremo, com acompanhamento regular da Procuradoria-Geral da República.

"O caso a que se refere a representação já é objeto de apuração perante o Supremo Tribunal Federal, com atuação regular da Procuradoria-Geral da República. Não há, portanto, qualquer providência a ser adotada no momento", escreveu o procurador-geral.

Viagem antecedeu relatoria

A viagem ocorreu na véspera da final da Libertadores de 2025, disputada em 29 de novembro entre Flamengo e Palmeiras, em Lima. No dia anterior ao jogo, Dias Toffoli foi sorteado relator do caso Master no STF, após recurso apresentado pela defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador da instituição financeira.

O voo foi realizado em um jatinho do empresário e ex-senador Luiz Oswaldo Pastore. Além de Toffoli e Arruda Botelho, também estava na aeronave o ex-deputado Aldo Rebelo. A interlocutores, o ministro confirmou a viagem e afirmou ser amigo de Pastore. Segundo ele, não houve qualquer conversa sobre o processo durante o trajeto.

Toffoli também argumentou que o advogado só ingressou com recurso no STF após a viagem, o que é confirmado pelo calendário processual. O recurso em nome de Luiz Antônio Bull foi protocolado em 3 de dezembro, dias depois do retorno ao Brasil.

No mesmo dia em que o recurso foi apresentado, Toffoli determinou o sigilo do inquérito e transferiu a investigação para o STF, passando a conduzi-la sob sua relatoria. A decisão atendeu a pedido da defesa de Bull, que reproduzia argumento já levantado anteriormente pelos advogados de Daniel Vorcaro. Segundo o ministro, o sigilo foi imposto por envolver questões econômicas sensíveis, com potencial impacto no mercado financeiro.

Luiz Antônio Bull e Daniel Vorcaro chegaram a ser presos no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master. As prisões foram revogadas por decisão judicial em 28 de novembro, com a imposição de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.

Desgaste no Supremo

O caso Master tem provocado desgaste interno no STF e alimentado críticas externas à atuação da Corte. Apesar disso, Toffoli tem afirmado a pessoas próximas e a colegas ministros que não cogita deixar a relatoria, sustentando que não há fundamento jurídico para impedimento ou suspeição.

Na semana passada, Toffoli autorizou a prorrogação das investigações por mais 60 dias, atendendo a pedido da Polícia Federal. Ele também determinou que os materiais apreendidos — como celulares e computadores —, inicialmente sob custódia do STF, fossem transferidos para a Procuradoria-Geral da República, responsável pela análise do conteúdo.

Na quinta-feira (22), o presidente do STF, Edson Fachin, divulgou nota em defesa de Toffoli. "A Corte constitucional brasileira se pauta pela guarda da Constituição, pelo devido processo legal, pelo contraditório, e pela ampla defesa, cumprindo respeitar os campos de atribuições do Ministério Público e da Polícia Federal, porém, atuando na regular supervisão judicial, como vem sendo feito no âmbito dessa Suprema Corte pelo ministro relator, Dias Toffoli", ressaltou o ministro.

Leia Mais

Fachin se pronuncia em defesa da condução de Toffoli no caso Master

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

dias toffoli Augusto Heleno Banco Master PGR Caroline de Toni edson fachin Paulo Gonet Adriana Ventura STF Carlos Jordy

LEIA MAIS

IMPEDIMENTO NEGADO

Gilmar defende PGR e permanência de Toffoli no caso Banco Master

FUNDO DE PENSÃO

Caso Banco Master: operação da PF mira Rioprevidência

JUDICIÁRIO

Fachin se pronuncia em defesa da condução de Toffoli no caso Master

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES