Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigos
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. Ministra Cármen Lúcia defende "sossego cívico" nas eleições de 2026

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

JUDICIÁRIO

Ministra Cármen Lúcia defende "sossego cívico" nas eleições de 2026

Presidente do TSE alerta para impacto da desinformação na escolha do eleitor

Congresso em Foco

28/1/2026 11:51

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, afirmou que cabe à Justiça Eleitoral garantir que o princípio constitucional segundo o qual "todo poder emana do povo" se concretize de forma plena no processo eleitoral. A declaração foi feita durante a abertura do Seminário da Justiça Eleitoral sobre Segurança, Comunicação e Desinformação, realizado em Brasília.

Segundo a ministra, o papel das instituições é assegurar que os representantes políticos sejam escolhidos de acordo com a legislação e em um ambiente de tranquilidade e confiança. "É preciso que cada pessoa possa dormir tranquila na véspera e depois de ter votado também. Esse é o nosso dever funcional", afirmou. Para ela, esse trabalho não se restringe à Justiça Eleitoral, mas envolve a atuação conjunta de tribunais regionais eleitorais, Polícia Federal, Forças Armadas e da imprensa livre e independente.

Cármen Lúcia destacou que a democracia depende diretamente da confiança da sociedade nas instituições públicas. "A única coisa que garante uma democracia é a confiança da cidadania nas instituições que formam e conformam o poder público. A Justiça Eleitoral existe para isso", declarou.

Desinformação

Ao tratar dos desafios contemporâneos do processo eleitoral, a ministra apontou a desinformação como um dos principais riscos à liberdade de escolha do eleitor. Segundo ela, o uso indevido das tecnologias pode comprometer a formação da vontade política.

"As tecnologias não são boas ou ruins por si. O problema está no abuso e no mau uso, que podem levar à contaminação do voto pela captura da vontade livre do eleitor."

A presidente do TSE disse que a desinformação distorce fatos e enfraquece o direito do cidadão à informação.

"Com as mentiras tecnologicamente divulgadas, com a chamada desinformação, que deforma, transtorna, ilude e, portanto, ao invés de garantir o direito constitucional, a informação, passam a desinformar. Isto pode levar a que alguém vote achando que está votando numa pessoa que o representa e que, no final, se descobre que aquilo não passava de uma falsidade, na qual ele depois diz, 'eu não votaria se soubesse'."

Para Cármen Lúcia, o avanço desse fenômeno impõe resposta institucional e preventiva. Ela acrescentou que a inteligência artificial amplia a complexidade do cenário, ao facilitar a circulação de conteúdos falsos com aparência de verdade.

"O que nós temos como dever funcional é de garantir a integridade do processo eleitoral, a tranquilidade na sociedade, que se houver qualquer problema, haverá uma resposta por parte do poder público pelo órgão competente. Justiça eleitoral, que é quem administra, realiza, apura os resultados eleitorais e proclama estes resultados."

Cármen Lúcia alertou ainda para o efeito corrosivo da desconfiança generalizada. Segundo ela, quando o eleitor é exposto a versões conflitantes, a tendência é perder referência sobre o que é fato. "A dúvida corrói as bases democráticas de um processo eleitoral que precisa de ser garantido, de maneira íntegra, de maneira tranquila", disse. Para a ministra, a meta é assegurar um ambiente de "sossego cívico", no qual o eleitor não precise desconfiar continuamente das instituições e possa fazer suas escolhas com liberdade e segurança.

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

cármen lúcia desinformação TSE eleições STF

LEIA MAIS

MUDANÇA NO GOVERNO

Olavo Noleto deve assumir articulação do governo após saída de Gleisi

JUDICIÁRIO

STF nega reunião de Moraes com presidente do BRB na casa de Vorcaro

Investigação em Andamento

Apuração do caso Master e BRB avança com nova oitiva nesta terça

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES