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CASO MASTER

Haddad diz que BC investiga falhas internas no caso Banco Master

Investigação apura possível falha de servidores na condução do caso.

Congresso em Foco

29/1/2026 | Atualizado às 13:30

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (29) que o Banco Central abriu uma sindicância interna para apurar possíveis falhas na condução do caso do Banco Master, que resultou na liquidação da instituição financeira em novembro do ano passado.

Segundo Haddad, o procedimento vai avaliar se houve problemas na atuação de servidores do BC ao longo do processo.

Haddad também defendeu a condução do presidente do Banco Central no caso Master.

Haddad também defendeu a condução do presidente do Banco Central no caso Master.FATIMA MEIRA/Agencia Enquadrar/Folhapress

"O BC anunciou a abertura de um procedimento interno para verificar se houve alguma falha de procedimento em relação ao seu próprio corpo de servidores. É assim que se deve agir", afirmou Haddad em entrevista ao portal Metrópoles.

Haddad ainda rebateu críticas sobre uma suposta demora do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em atuar no caso. Segundo o ministro, a condução foi feita com "muito cuidado".

"Eu sei porque acompanhei de perto. Quando ele herdou o problema, tomei conhecimento, nas primeiras semanas da gestão do Gabriel, da gravidade da situação. E ele tomou todas as providências necessárias, com o envolvimento do Ministério Público e da polícia".

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Caso Banco Master

O Banco Master foi liquidado após investigações da Polícia Federal apontarem a existência de um esquema de emissão de títulos falsos. Segundo a PF, o grupo teria comercializado papéis fraudulentos ao Banco de Brasília (BRB) e vendido CDBs com rentabilidade de até 40% acima do mercado — promessa considerada irreal pelos investigadores. A estimativa é de que o esquema possa ter movimentado cerca de R$ 12 bilhões.

Durante a análise do processo de negociação com o BRB, o BC levantou questionamentos sobre a situação econômico-financeira do Banco Master, a estrutura da transação e os riscos regulatórios envolvidos. Com o agravamento do cenário, o órgão decidiu pela intervenção e, posteriormente, pela liquidação extrajudicial da instituição, encerrando suas atividades.

A apuração ocorreu no contexto da Operação Compliance Zero, cuja primeira fase foi deflagrada em novembro do ano passado. Na ocasião, sete pessoas foram presas, cinco preventivamente e duas temporariamente.

O banqueiro Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master, foi preso no âmbito da operação, mas acabou solto menos de duas semanas depois, mediante o cumprimento de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. As investigações também alcançaram integrantes da família do empresário.

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O então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, deixou o cargo após o fracasso da operação, em meio a questionamentos sobre a condução das negociações e o papel da diretoria do banco público no episódio.

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