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Análise

Renovação de 2/3 do Senado torna perigosa a exposição política do STF

Ano eleitoral amplia o custo institucional de o Supremo se envolver em polêmicas.

Congresso em Foco

29/1/2026 10:56

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O Supremo Tribunal Federal atravessa um terreno especialmente sensível ao assumir protagonismo em uma investigação de forte repercussão política e econômica justamente em um ano eleitoral que renovará dois terços do Senado. A condução do caso envolvendo o Banco Master expõe a Corte a um desgaste institucional previsível e, sobretudo, evitável.

Não se trata de questionar a competência constitucional do STF para supervisionar investigações que envolvam autoridades com foro privilegiado. O problema está no contexto. Em 2026, os eleitores escolherão a maior parte dos senadores da República, parlamentares que, por desenho constitucional, detêm o poder de processar e julgar ministros do Supremo em pedidos de impeachment. Ignorar essa variável política é, no mínimo, ingenuidade institucional.

O caso Banco Master reúne todos os elementos que amplificam tensão: cifras bilionárias, banco estatal, suspeitas de fraude, um empresário preso e solto, decisões judiciais atípicas, divergências públicas entre investigadores, desconforto dentro do próprio STF e, mais recentemente, questionamentos sobre vínculos pessoais envolvendo o relator do inquérito. Mesmo que nenhuma irregularidade venha a ser comprovada, o custo político já está em curso.

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Ao centralizar decisões sensíveis - como a imposição de sigilo amplo, a tentativa inicial de acareação antes de depoimentos formais, a retenção de provas no Supremo e a escolha direta de peritos da Polícia Federal -, o tribunal deixa o campo estritamente jurídico e passa a alimentar uma narrativa de protagonismo excessivo. Em ano eleitoral, narrativas ganham vida própria.

Com Senado em renovação, STF enfrenta cenário institucional sensível.

Com Senado em renovação, STF enfrenta cenário institucional sensível.Rovena Rosa/Agência Brasil | Arte Congresso em Foco

O desgaste não fica restrito aos autos. O STF voltou a ocupar o centro do debate político de rua. Na recente manifestação "Acorda Brasil", liderada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), cartazes e palavras de ordem direcionadas à Corte mostraram que o tribunal se tornou, mais uma vez, personagem central da polarização.

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A defesa pública do ministro relator por colegas e pelo presidente do STF reforça outro problema: a percepção de fechamento institucional. Embora a Corte tenha razão ao rejeitar pressões políticas ou midiáticas, o excesso de respostas corporativas tende a aprofundar a desconfiança, especialmente quando o debate já migrou do jurídico para o político.

O risco maior não está apenas no presente, mas no pós-eleição. Um Senado profundamente renovado pode reinterpretar sua relação com o Judiciário à luz do humor das urnas. A história recente mostra que o discurso de contenção do Supremo ganha força quando encontra ambiente político favorável. Quanto maior o desgaste acumulado agora, menor a margem de proteção institucional depois.

Em democracias maduras, Cortes constitucionais sobrevivem menos pelo uso frequente de sua autoridade formal e mais pela preservação de seu capital simbólico. Em um ano de eleição e de redefinição do Senado, colocar esse capital em jogo por meio de envolvimento direto em controvérsias políticas complexas parece uma aposta de alto risco - e de retorno institucional duvidoso.

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